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Bolsa fecha em queda de 0,87%; dólar cai 0,22%, cotado a R$ 5,371

Dólar fecha o dia em queda de 0,22% em dia de aprovação na Câmara da autonomia do Banco Central - Getty Images/iStock
Dólar fecha o dia em queda de 0,22% em dia de aprovação na Câmara da autonomia do Banco Central Imagem: Getty Images/iStock

Do UOL, em São Paulo

10/02/2021 17h22Atualizada em 10/02/2021 18h37

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, fechou em queda hoje (10). O índice caiu 0,87% aos 118.435,33 pontos.

As ações da Suzano lideraram os ganhos na Bolsa, com 2,25% de alta. Na outra ponta, os papéis do BTG Pactual caíram 4,37%.

Ontem, o índice caiu 0,19% aos 119.471,62 pontos. Foi o terceiro dia seguido de perdas. Na semana passada, a situação foi inversa, com quatro dias de alta e um de queda.

Já o dólar comercial fechou hoje em queda de 0,22% ante o real, cotado a R$ 5,371 na venda, após iniciar o dia em alta.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Ontem, a moeda norte-americana teve alta de 0,19% ante o real, cotado a R$ 5,383 na venda.

Os agentes do mercado acompanharam o otimismo dos mercados internacionais, enquanto a instalação da CMO (Comissão Mista de Orçamento) e a aprovação na Câmara do texto-base da autonomia do Banco Central animavam investidores preocupados com as contas públicas brasileiras.

O clima global parecia mais otimista, com os agentes do mercado à espera de mais estímulos fiscais nos Estados Unidos de forma a combater as consequências econômicas da covid-19, com os democratas do Congresso norte-americano avançando com uma proposta no valor de US$ 1,9 trilhão do presidente Joe Biden.

Já no Brasil, os investidores recebiam com alívio a notícia de que, após aproximadamente um ano de atraso e uma série de embates, a CMO foi instalada nesta quarta-feira com a tarefa de analisar o Orçamento para este ano.

A deputada Flávia Arruda (PL-DF) foi aclamada presidente do colegiado, que terá até março para produzir um parecer para a proposta de LOA (Lei Orçamentária Anual) deste ano. A aprovação da peça orçamentária é crítica em um momento de dificuldades com as contas públicas. Sem a aprovação da LOA, o Executivo fica refém do limite de 1/12 do previsto no ano para as despesas obrigatórias a cada mês.

"O fato de já haver um início dos trabalhos dá um alívio para o real; a (instalação da) Comissão estava muito atrasada", disse à Reuters Alejandro Ortiz, economista da Guide Investimentos, embora tenha alertado que a situação fiscal do país está longe de resolvida.

Temores de que os gastos com estímulo para a população levem a um furo do teto fiscal têm pressionado o real contra o dólar nos últimos meses, bem como um ambiente de juros baixos e forte disseminação da covid-19 no Brasil.

(Com Reuters)

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