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Bolsa sobe 0,87% e atinge maior patamar desde janeiro; dólar cai a R$ 5,223

Com a alta, o Ibovespa termina o dia aos 122.964,01 pontos - maior patamar desde 14/01 (123.480,52 pontos) - Suamy Beydoun/AGIF/Estadão Conteúdo
Com a alta, o Ibovespa termina o dia aos 122.964,01 pontos - maior patamar desde 14/01 (123.480,52 pontos) Imagem: Suamy Beydoun/AGIF/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

11/05/2021 17h21Atualizada em 11/05/2021 18h51

Após registrar queda de 0,11% na véspera, o Ibovespa voltou a subir hoje, recuperando os 122 mil pontos. O principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) terminou o dia em alta de 0,87%, aos 122.964,01 pontos — maior patamar desde 14 de janeiro (123.480,52 pontos).

Destaque para as ações da Eletrobras (ELET3) e Eneva (ENEV3), ambas do setor de energia, que subiram 6,54% e 4,85% no pregão, respectivamente. Os papéis da Totvs (TOTS3) e Locamerica (LCAM3), em contrapartida, registraram as maiores baixas: -3,69% e -2,13%.

Já o dólar fechou a sessão em queda de 0,18%, cotado a R$ 5,223 na venda. O valor também é o menor desde 14 de janeiro, quando a moeda americana encerrou o dia vendida a R$ 5,21.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Investidores estão atentos à leitura da inflação de abril nos Estados Unidos, que será divulgada amanhã. Na avaliação de analistas, um número moderadamente mais alto não deve mexer com os planos do Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano) de manter os juros perto de zero e seguir comprando títulos, o que tende a manter o dólar sob pressão.

No ambiente doméstico, operadores mantém no radar o noticiário sobre reformas, que por ora tem corroborado com a visão de que o dólar ainda tem espaço adicional para quedas, embora mais limitado.

Também há a expectativa pelos desdobramentos da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid, que hoje ouviu o presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antônio Barra Torres, depois que os depoimentos da semana passada mostraram desarticulação, segundo analistas consultados pela Reuters.

A investigação sobre a atuação do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) no combate à pandemia tem sido apontada por agentes do mercado financeiro como grande fonte de risco político no curto prazo.

"O mercado sofreu um ajuste depois da última decisão do Copom [Comitê de Política Monetária], com o dólar aproximando-se de R$ 5,20", disse à Reuters João Manuel Campanelli, COO do Travelex Bank, fazendo referência à decisão do Banco Central de elevar os juros básicos da economia (Selic) para 3,50% ao ano.

"Agora, ele [dólar] vai flutuar ao sabor dos acontecimentos, principalmente políticos", completou.

(Com Reuters)

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