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Dólar sobe a R$ 5,06, após EUA projetarem alta nos juros; Bolsa cai 0,64%

Dólar chegou a ficar abaixo dos R$ 5, mas voltou a subir após o término da reunião do Fed - Getty Images/iStockphoto
Dólar chegou a ficar abaixo dos R$ 5, mas voltou a subir após o término da reunião do Fed Imagem: Getty Images/iStockphoto

Do UOL, em São Paulo

16/06/2021 17h22Atualizada em 16/06/2021 17h56

Após ficar abaixo do patamar de R$ 5 por volta das 13h de hoje, o dólar reverteu sua trajetória e fechou o dia em alta de 0,34%, cotado a R$ 5,060 na venda. O desempenho foi puxado após o Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano) decidir adiantar para 2023 suas projeções para a primeira alta nos juros nos Estados Unidos depois da pandemia.

Já o Ibovespa terminou a quarta-feira em queda de 0,64%, aos 129.259,49 pontos, com investidores à espera do término da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, às 18h30. A expectativa é por um reajuste de 0,75 ponto percentual nos juros básicos da economia brasileira (taxa Selic), hoje em 3,50% ao ano.

Em junho, dólar e Ibovespa vão seguindo caminhos opostos. Enquanto a moeda americana soma queda de 3,16%, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) subiu 2,41% no mês. O cenário é semelhante em 2021, com o dólar em baixa acumulada de 2,48% e o indicador, alta de 8,61%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

"Super quarta"

Selic - Getty Images/iStockphoto - Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Na chamada "super quarta", o mercado foi pautado pelas reuniões de política monetária do Fed, nos EUA, e do Copom, no Brasil. Na primeira, já encerrada, novas projeções apontam para um aumento em 2023 nos juros, hoje próximos a zero, mesmo com a promessa de manutenção do suporte para encorajar uma recuperação contínua dos empregos.

Enquanto isso, no Brasil, uma pesquisa da Reuters com economistas mostrou que o BC deve anunciar o terceiro aumento consecutivo de 0,75 ponto percentual na taxa Selic ao final de sua reunião, com possibilidade de um ciclo de ajustes mais agressivo à frente, abandonando seu compromisso com uma "normalização parcial" da política monetária.

O novo aumento já havia sido sinalizado pelo próprio Copom no seu último encontro, em maio. Se concretizado, os juros básicos da economia brasileira chegarão a 4,25% ao ano, maior patamar desde o início de fevereiro do ano passado (4,50%).

A perspectiva de um posicionamento mais duro do BC tende a favorecer o real, segundo especialistas ouvidos pela Reuters.

"Aqui, temos apostas de retirada do 'ajuste parcial' e adoção de um tom mais agressivo do BC", disse Thomas Giuberti, sócio da Golden Investimentos. "Se você eleva os juros, acaba atraindo capital que saiu do Brasil e foi para outros países emergentes, como o México, por exemplo. Com o retorno desse capital, a tendência é ver uma pressão benigna para o real."

(Com Reuters)

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