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Dólar tem leve queda e se mantém abaixo de R$ 5; Bolsa também cai

Valor de R$ 4,963 é o menor alcançado pelo dólar desde 10 de junho de 2020, quando chegou a R$ 4,936 - Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo
Valor de R$ 4,963 é o menor alcançado pelo dólar desde 10 de junho de 2020, quando chegou a R$ 4,936 Imagem: Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

23/06/2021 17h21Atualizada em 23/06/2021 18h24

Pela segunda sessão consecutiva, o dólar se manteve abaixo dos R$ 5. A moeda americana terminou o dia praticamente estável, com leve queda de 0,07%, cotada a R$ 4,963 na venda — o menor valor em mais de um ano, desde 10 de junho de 2020, quando chegou aos R$ 4,936.

O Ibovespa também registrou perdas no pregão, a segunda consecutiva. Com a queda de 0,26%, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) chegou hoje aos 128.427,98 pontos, um pouco distante do recorde nominal (sem considerar a inflação) de 130.776,27 pontos alcançado no último dia 7.

Em junho, dólar e Bolsa vão seguindo caminhos opostos: enquanto a moeda americana acumula forte queda de 5,02%, o Ibovespa tem alta de 1,75. A situação se repete em 2021, com o dólar somando perdas de 4,35% e a Bolsa, ganhos de 7,91%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Olho nos juros

Todos os recentes movimentos no mercado de câmbio doméstico têm girado em torno da política monetária, principalmente no Brasil.

Na semana passada, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central promoveu a terceira alta consecutiva de 0,75 ponto percentual nos juros básicos da economia (Selic), para 4,25% ao ano. A ata da reunião, divulgada ontem, mostrou que o BC cogitou acelerar a alta dos juros, indicando também um possível aperto maior em seu encontro de agosto.

"Com a perspectiva de um ciclo de aperto monetário um pouco mais forte, o mercado de renda fixa do Brasil fica bem mais interessante para os investidores estrangeiros", disse à Reuters Alexandre Netto, head de câmbio da Acqua-Vero Investimentos, referindo-se ao retorno maior dos investimentos com a alta da Selic.

Ajudando a direcionar os mercados internacionais, o presidente do Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano), Jerome Powell, disse ontem que a alta na inflação nos Estados Unidos é transitória e, por isso, o banco não realizará altas preventivas nos juros — hoje próximos a zero — no curto prazo.

Em meio a esse cenário, o dólar pode ter espaço para cair ainda mais em relação ao real, acrescentou Netto.

Estou alinhado com as casas que veem o dólar em cerca de R$ 4,80. (...) [Mas] Um grande risco [para a valorização do real] é a aproximação da corrida eleitoral presidencial, que pode trazer grande volatilidade, principalmente levando em consideração que o mercado não gosta de discursos populistas.
Alexandre Netto, da Acqua-Vero Investimentos

(Com Reuters)

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