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Dólar abre semana em queda de 0,19%, vendido a R$ 4,928; Bolsa sobe

Mesmo com a queda, o dólar segue acima da mínima de 2021 - R$ 4,905 -, alcançada no último dia 24 - Getty Images/iStock
Mesmo com a queda, o dólar segue acima da mínima de 2021 - R$ 4,905 -, alcançada no último dia 24 Imagem: Getty Images/iStock

Do UOL, em São Paulo

28/06/2021 17h23Atualizada em 28/06/2021 17h53

Após fechar em alta na última sessão, o dólar abriu a semana em queda de 0,19%, cotado a R$ 4,928 na venda. O valor ainda está um pouco acima da mínima de 2021 — R$ 4,905 —, alcançada pela moeda americana na última quinta-feira (24).

Já o Ibovespa terminou o dia em alta de 0,14%, aos 127.429,17 pontos. Na sexta-feira (25), o principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) fechou em forte queda de 1,74%, puxado pela proposta apresentada pelo Ministério da Economia de taxar dividendos em 20%.

As ações da CVC Brasil (CVCB3) foram as que mais subiram no dia, com 3,62%, enquanto os papéis do Iguatemi (IGTA3) tiveram a maior desvalorização, com queda de 2,62%.

Se mantiverem a tendência das últimas semanas, dólar e Ibovespa devem terminar o mês em situações opostas. Por ora, a moeda americana acumula queda de 5,68% em junho, enquanto a Bolsa registra alta de 0,96%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Reforma ainda repercute

Paulo Guedes - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

A semana começa com investidores atentos à disseminação da variante delta do coronavírus e à divulgação de indicadores econômicos ao redor do mundo, especialmente nos EUA. Paralelamente, continua a repercussão sobre a segunda fase da reforma tributária, apresentada na sexta-feira (25) pelo Ministério da Economia.

A proposta apresentada à Câmara dos Deputados introduz, entre outros pontos, o imposto sobre dividendos pagos a investidores e mudanças na taxação de investimentos em renda fixa, fundos e Bolsa, com a fixação de uma alíquota única de tributação, sem diferenciação para aplicações de prazo menor, como acontece hoje.

Os mercados devem continuar a repercutir a divulgação da segunda fase da reforma tributária nos próximos dias, que traz ajustes no Imposto de Renda para empresas, pessoas físicas e investimentos, e não foram muito bem recebidos por investidores na sexta-feira [25].
Analistas da XP Investimentos, em nota

A reação inicial foi negativa: após a divulgação do projeto, o dólar fechou a sexta-feira em alta de 0,67%, enquanto o Ibovespa caiu 1,74%, esta a maior perda percentual desde 12 de maio.

Na semana passada, Thomás Gibertoni, analista da Portofino Multi Family Office, explicou à Reuters que "o mercado de capital fica menos atrativo quando você acaba com a tributação privilegiada, quando se trata de grandes investidores". Segundo ele, houve apenas um "susto inicial" em reação à notícia, mas "o mercado deve se adequar às mudanças mais à frente".

(Com Reuters)

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