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Dólar abre semana em queda de 0,70%, a R$ 5,174; Bolsa sobe 0,76%

Em julho, o dólar ainda acumula ganhos de 4,04% - até aqui, o maior salto mensal desde janeiro (5,51%) - Cris Fraga/Estadão Conteúdo
Em julho, o dólar ainda acumula ganhos de 4,04% - até aqui, o maior salto mensal desde janeiro (5,51%) Imagem: Cris Fraga/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

26/07/2021 17h23Atualizada em 26/07/2021 17h58

Acompanhando o desempenho no exterior, o dólar abriu a semana em queda de 0,70%, cotado a R$ 5,174 na venda. É a segunda baixa consecutiva registrada pela moeda americana, que só encerrou uma sessão com perdas frente ao real por seis vezes no mês.

Em julho, porém, o dólar segue acumulando ganhos de 4,04% — até aqui, o maior salto mensal desde janeiro (5,51%).

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), terminou a sessão em alta de 0,76%, aos 126.003,86 pontos. O resultado compensa as perdas de 0,72% acumuladas na semana passada, mas não é suficiente para reverter o balanço negativo do mês, que agora chega a 0,63%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Instabilidade

De forma geral, o mercado doméstico segue muito instável e bastante influenciado por fluxos pontuais. Por ora, investidores estão evitando grandes apostas antes do anúncio da avaliação de política monetária nos Estados Unidos, previsto para a próxima quarta-feira (28).

Mais cedo, dados mais fracos de vendas de novas moradias nos EUA deram argumento para recentes preocupações sobre o ritmo da economia no país, o que, em última instância, poderia esfriar os debates no Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano) sobre futura redução de estímulos.

Na quarta, após a reunião do Fed, as atenções do mercado vão se voltar para a do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central brasileiro, marcada para a semana seguinte. A expectativa é de que o comitê promova um novo aumento de 0,75 ponto percentual nos juros básicos da economia (Selic), hoje em 4,25% ao ano.

Por enquanto, a aposta do Morgan Stanley é de que o dólar se mantenha acima de R$ 5 no curto prazo, mas com o real não sendo uma opção de venda relevante. "Um BC [do Brasil] mais proativo provavelmente conteria parcialmente uma alta do dólar", disseram estrategistas do banco em nota.

(Com Reuters)

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