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Dólar sobe a R$ 5,216; Petrobras dispara 9%, mas não segura queda da Bolsa

Do UOL, em São Paulo

05/08/2021 17h22Atualizada em 05/08/2021 20h56

O dólar comercial fechou o dia em alta de 0,58%, cotado a R$ 5,216 na venda, maior valor em mais de duas semanas, desde 20 de julho (R$ 5,231). A moeda chegou a operar em alta ao longo da manhã, mas foi afetada por preocupações com as contas públicas e com a tensão política , após novos ataques do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Judiciário.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), terminou a quinta-feira com leves perdas de 0,14%, na segunda queda seguida, aos 121.632,92 pontos. É o menor nível também em mais de duas semanas, desde 21 de julho (125.929,25 pontos). Nem o salto de mais de 9% nas ações ordinárias da Petrobras (PETR3), puxado por um balanço trimestral melhor que o esperado, conseguiu segurar a alta do índice.

No ano, o Ibovespa ainda acumula alta de 2,2% em 2021. Já o dólar registra ganhos de 0,52%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Preocupação com contas públicas

Depois da reação inicial positiva ao tom mais firme do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que ontem acelerou o ritmo da alta dos juros básicos da economia (Selic), agora em 5,25% ao ano, o mercado sucumbiu aos receios com as contas públicas, que vêm dominando as atenções há uma semana.

Notícias sobre um novo Refis (Programa de Recuperação Fiscal) — que permitiria que a perda de receita não precisasse ser compensada — se somaram a um ambiente mais incerto nos últimos dias, em meio a temores de descumprimento do teto de gastos e de pressões por despesas conforme o país caminha para as eleições de 2022.

Em véspera de ano eleitoral, o mercado fica com medo de que governo esteja postergando [o pagamento da] dívida, fica com um pé atrás.
Felipe Steiman, da B&T Câmbio, à Reuters

Ataques de Bolsonaro ao Judiciário

O clima político acirrado piorou a sensação de instabilidade, com Bolsonaro subindo o tom nos ataques ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ao dizer que "a hora dele vai chegar".

A declaração é uma resposta à decisão de Moraes de acolher uma notícia-crime do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e determinar a inclusão do presidente no inquérito das fake news, que investiga o financiamento e a disseminação de notícias falsas.

(Com Reuters)

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