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BC injeta US$ 1 bi no mercado, e dólar cai a R$ 5,509; Bolsa sobe 1,14%

Do UOL*, em São Paulo

13/10/2021 17h33Atualizada em 13/10/2021 19h30

O dólar comercial teve hoje a queda mais significativa em mais de dez dias e fechou o dia cotado a R$ 5,509 na venda, após ficar acima R$ 5,57 pouco antes das 15h. O Banco Central despejou US$ 1 bilhão no mercado de câmbio por meio de uma venda surpresa de contratos de swap cambial tradicional e fez o valor da moeda cair 0,5% — a maior variação desde o dia 1º de outubro, quando foi de -1,4%. Com a queda, a moeda chegou ao menor valor em uma semana, desde 6 de outubro (R$ 5,486).

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), teve alta de 1,14%, a 113.455,92 pontos, puxado principalmente sobre ações de empresas de consumo, construtoras, e de comércio eletrônico. É a maior pontuação em mais de duas semanas, desde 27 de setembro (113.583,01 pontos).

Com o desempenho de hoje, o dólar agora soma valorização de 6,17% frente ao real em 2021. O Ibovespa, em contrapartida, registra queda de 4,67% desde o início do ano.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

'Reviravolta' no dólar

O Banco Central despejou US$ 1 bilhão no mercado de câmbio por meio de uma venda surpresa de contratos de swap cambial tradicional, provocando uma reviravolta no dólar, que despencou após o anúncio do leilão e aprofundou as perdas após a divulgação do resultado.

O volume injetado hoje foi o dobro do colocado na última vez que o BC recorreu a esse instrumento de forma extraordinária, em 30 de setembro.

O BC vendeu 20 mil contratos de swap cambial tradicional, pegando de surpresa um mercado que havia empurrado poucos minutos antes das 15h o dólar à vista acima de R$ 5,57 e o dólar futuro já para perto de R$ 5,59.

O anúncio do leilão de swap ocorreu num dia em que o real estava visível e negativamente descolado de seus pares. No pior momento do dia, a moeda brasileira era a de desempenho mais fraco numa curta lista de três divisas que caíam frente ao dólar na sessão. Os demais 30 principais pares da moeda norte-americana se valorizavam ou mostravam estabilidade.

Com o anúncio da oferta e a posterior divulgação de seu resultado, o dólar desabou e foi à mínima do dia de R$ 5,4997 (-0,70%). Na máxima, alcançada pouco antes do informe da operação de swaps, a divisa havia batido R$ 5,5743 (+0,65%).

O swap é um derivativo que permite troca de taxas ou rentabilidade de ativos financeiros. No caso do swap cambial tradicional, o título paga ao comprador a variação da taxa de câmbio acrescida de uma taxa de juros (cupom cambial). Em troca, o BC recebe a variação da taxa Selic.

O objetivo do BC com esse instrumento é evitar movimento disfuncional do mercado de câmbio, provendo hedge cambial —proteção contra variações excessivas do dólar em relação ao real— e liquidez aos negócios. A colocação de contratos de swap tradicional, portanto, funciona como injeção de dólares no mercado futuro.

*Com Reuters

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