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Dólar fecha estável em R$ 5,50 e Bolsa sobe após PEC passar na Câmara

Com a leve alta registrada hoje, o dólar agora acumula valorização de 6% frente ao real em 2021 - Cris Faga/NurPhoto via Getty Images
Com a leve alta registrada hoje, o dólar agora acumula valorização de 6% frente ao real em 2021 Imagem: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

Do UOL, em São Paulo

10/11/2021 17h23Atualizada em 10/11/2021 19h36

Após registrar queda na véspera, o dólar comercial fechou a quarta-feira (9) em leve alta de 0,1%, cotado a R$ 5,50 na venda, com investidores repercutindo a divulgação de novos dados de inflação pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e a aprovação em segundo turno da PEC dos Precatórios, na Câmara dos Deputados.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), também terminou a sessão em alta, esta de 0,41%, chegando aos 105.967,51 pontos. É o segundo dia seguido de ganhos para o indicador, que ontem subiu 0,72%.

Com o resultado de hoje, o dólar agora acumula valorização de 6% frente ao real em 2021. O Ibovespa, em contrapartida, despencou 10,96% no período, depois de iniciar o ano na casa dos 118 mil pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Inflação surpreendeu

Pela manhã, o IBGE informou que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) — a inflação oficial do país — subiu 1,25% em outubro, após registrar alta de 1,16% em setembro. É a maior variação para o mês em quase 20 anos, desde 2002 (1,31%).

O dado veio acima da expectativa de economistas consultados pela Reuters, que esperavam avanço de 1,05% em outubro.

Com a leitura "significativamente mais alta do que o esperado", o Goldman Sachs afirmou que espera que o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central promova um reajuste de pelo menos 1,5 ponto percentual nos juros básicos da economia (Selic) em seu próximo encontro, marcado para os dias 7 e 8 de dezembro.

Hoje, a Selic está em 7,75% ao ano. Se a previsão do Goldman Sachs se concretizar, a taxa terminaria 2022 em 9,25% ao ano.

Entenda a PEC dos Precatórios

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Precatórios é vista por alguns participantes do mercado como a alternativa menos danosa à saúde fiscal do país em meio à pressão do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) por mais gastos com benefícios sociais em 2022, ano em que o presidente deve tentar a reeleição.

Além de adiar o pagamento de precatórios — dívidas judiciais da União —, a proposta também muda a dinâmica do teto de gastos. O texto prevê que o limite seja determinado não mais pela inflação acumulada em 12 meses até junho do ano anterior, como é hoje, mas pela taxa apurada nos 12 meses até dezembro do ano anterior.

Na prática, as mudanças trazidas pela PEC abririam espaço de R$ 91,6 bilhões para gastos em 2022, segundo o governo federal. Essa "folga" no Orçamento do ano que vem viabilizaria o pagamento do Auxilio Brasil, programa substituto do Bolsa Família.

Agora que passou pela Câmara, a PEC segue para o Senado, onde precisa da aprovação de pelo menos 49 dos 81 senadores, também em dois turnos de votação, para entrar em vigor.

(Com Reuters)

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