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Dólar sobe 0,25%, a R$ 5,61, com variante no radar; Bolsa também tem alta

Mesmo com o desempenho de hoje, o dólar acumula perdas de 0,64% frente ao real em novembro - Amanda Perobelli/Reuters
Mesmo com o desempenho de hoje, o dólar acumula perdas de 0,64% frente ao real em novembro Imagem: Amanda Perobelli/Reuters

Do UOL, em São Paulo

29/11/2021 17h22Atualizada em 29/11/2021 18h36

Após acumular queda na semana passada, o dólar fechou a segunda-feira (29) em alta de 0,25%, cotado a R$ 5,61 na venda, com investidores menos preocupados, mas ainda acompanhando os possíveis impactos da variante ômicron do coronavírus na economia mundial.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), também encerrou a sessão em alta, esta de 0,58%, e chegou aos 102.814,03 pontos, depois de despencar mais de 3% na sexta-feira (26).

Mesmo com o desempenho de hoje, o dólar ainda acumula perdas de 0,64% frente ao real em novembro, enquanto o Ibovespa registra queda de 0,66%. No ano, porém, a situação é melhor para a moeda, que subiu 8,11%, e pior para o índice, que tombou 13,61% no período.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Ômicron no radar

De forma geral, o dia foi de alívio nos mercados, com a diminuição dos receios sobre a variante ômicron levando a uma recuperação dos preços dos ativos. Neste contexto, porém, o dólar também ganhou terreno, uma vez que voltaram à mesa perspectivas de aumento de juros nos Estados Unidos — o que, em tese, tende a beneficiar a moeda americana.

Na sexta-feira (26), era grande o temor de novos bloqueios à circulação de pessoas, o que provocou uma onda de vendas de ativos de risco — como o real, por exemplo. Mas as notícias do fim de semana, indicando que a nova variante pode ser mais transmissível, porém menos letal, reduziram a probabilidade de medidas mais drásticas, como lockdowns, o que tranquilizou investidores.

Agenda da semana

Enquanto isso, no Brasil, os mercados seguem na expectativa pela votação do parecer da PEC dos Precatórios na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. O imbróglio em torno da proposta mantém elevados os riscos de o governo recorrer a outros meios para bancar o Auxílio Brasil, programa substituto do Bolsa Família, o que tem segurado o dólar em torno de R$ 5,60.

A PEC é vista por alguns participantes do mercado como a alternativa menos danosa à saúde fiscal do país em meio à pressão do governo Bolsonaro por mais gastos com benefícios sociais em 2022, ano em que o presidente deve tentar a reeleição.

Além de adiar o pagamento de precatórios — dívidas judiciais da União —, a PEC também muda a dinâmica do teto de gastos. O texto prevê que o limite seja determinado não mais pela inflação acumulada em 12 meses até junho do ano anterior, como é hoje, mas pela taxa apurada nos 12 meses até dezembro do ano anterior.

Na prática, as mudanças trazidas pela PEC abrem espaço de R$ 91,6 bilhões para gastos em 2022, segundo o governo federal. Essa "folga" no Orçamento do ano que vem viabilizaria o pagamento do Auxilio Brasil. O novo programa prevê pagar R$ 400 a famílias vulneráveis até o fim de 2022 — ano de eleição —, e, por isso, é considerado como "eleitoreiro" pela oposição.

(Com Reuters)

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