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Dólar sobe 1,26% na semana e vai a R$ 5,685; Bolsa acumula queda de 0,52%

Ibovespa caiu mais de 1% hoje, resultado que reverteu os ganhos do índice nos últimos dias - Dado Ruvic/Reuters
Ibovespa caiu mais de 1% hoje, resultado que reverteu os ganhos do índice nos últimos dias Imagem: Dado Ruvic/Reuters

Do UOL, em São Paulo

17/12/2021 17h22Atualizada em 17/12/2021 18h30

Depois de cair 0,51% na véspera, o dólar voltou a registrar alta, desta vez de 0,1%, e fechou a sexta-feira (17) vendido a R$ 5,685. Com o resultado, a moeda americana encerra a semana em valorização acumulada de 1,26% frente ao real, recuperando-se das perdas de 1,16% registradas na semana anterior.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), terminou a sessão em queda de 1,04%, aos 107.200,56 pontos, revertendo os ganhos dos últimos dias e fechando a semana em baixa acumulada de 0,52%.

Em dezembro, o dólar registra alta de 0,88%, enquanto o Ibovespa já disparou 5,19%. Já em 2021, a situação é ainda mais positiva para a moeda, que subiu 9,57%, mas negativa para o indicador, que despencou 9,93%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Atenção à política monetária

A semana foi agitada para a política monetária de países importantes, com o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) se tornando o primeiro Banco Central do G7 — grupo dos países mais industrializados do mundo — a elevar os juros desde o início da pandemia e o Fed (Federal Reserve, dos Estados Unidos) sinalizando três altas nos custos dos empréstimos para 2022.

O BCE (Banco Central Europeu), por sua vez, apenas restringiu ligeiramente o estímulo emergencial, prometendo manter apoio copioso à economia no ano que vem.

A tendência geral de aperto da política monetária parece ser clara, embora os diferentes caminhos percorridos pelos bancos centrais sublinhem as profundas incertezas sobre como a variante ômicron [do coronavírus], de rápida disseminação, afetará as economias.
XP, em nota

Em meio a essas dúvidas, investidores optaram por vender ativos mais arriscados — ações e algumas moedas de países emergentes, como o Brasil —, o que favoreceu investimentos mais seguros, como o dólar.

Atuação do BC

No cenário doméstico, o mercado cambial tem sido impactado pelos fluxos de entrada e saída de recursos, segundo explicou à Reuters Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora. Para ele, o Banco Central brasileiro deve seguir "vigilante aos movimentos no pronto [dólar à vista], como tem feito nos últimos dias".

O BC realizou quatro leilões de moeda nos últimos cinco pregões, injetando um total de US$ 3,372 bilhões de dólares no mercado.

Ontem, o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, disse ter havido um fluxo de saída de recursos do país recentemente — motivado, entre outros fatores, pelo pagamento de dividendos de empresas —, ressaltando que o BC faz intervenções pontuais ao observar esses movimentos.

(Com Reuters)

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