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Dólar fecha quase estável, a R$ 5,739; Bolsa sobe, puxada por Embraer

Amanda Perobelli/Reuters
Imagem: Amanda Perobelli/Reuters

Do UOL*, em São Paulo

21/12/2021 17h27Atualizada em 21/12/2021 18h27

O dólar comercial fechou hoje quase estável, com leve queda de 0,07%, cotado a R$ 5,739 na venda. Na véspera, a moeda norte-americana atingiu o maior valor em nove meses (R$ 5,743), com temor que a variante ômicron cause uma nova rodada de fechamentos no exterior. O resultado interrompe a sequência de duas altas consecutivas da divisa.

Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), fechou em alta de 0,46%, aos 105.499,88 pontos. após duas sessões de queda. Papéis ligados a commodities deram suporte ao índice, além da disparada da Embraer, que subiu cerca de 16%, após sua subsidiária Eve acertar fusão que envolverá a listagem de ações na Bolsa de Valores de Nova York.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Riscos seguem em foco

Além de fatores sazonais locais que tradicionalmente elevam a busca pela moeda norte-americana —como o pagamento de juros e dividendos por parte de empresas com a chegada do fim do ano— os últimos dias têm contado com maior instabilidade nos mercados internacionais, em meio a receios sobre qual será o impacto econômico da variante ômicron do coronavírus e sinalizações mais duras com a inflação de grandes bancos centrais.

"Na minha visão, uma parte da pressão de curto prazo pode ser explicada pela nova onda pandêmica", disse em blog Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos. "Todavia, a inflação elevada e a necessidade de normalização monetária no mundo devem ser vetores de duração mais longa e fontes mais persistentes de instabilidade aos ativos de risco."

Na semana passada, o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, anunciou a aceleração da redução de seus estímulos e passou a prever três altas de juros para o ano que vem, o que é amplamente visto como positivo para o dólar.

No Brasil, outros desafios ofuscam as perspectivas do real.

"Continuamos em um pano de fundo de incerteza fiscal, com a continuidade de pressões para mais gastos às vésperas de um ano eleitoral", disse Kawa.

Depois de o governo ter conseguido alterar a regra do teto de gastos —importante âncora fiscal do país— por meio da PEC dos Precatórios, abrindo espaço fiscal para financiamento do programa Auxílio Brasil, o Ministério da Economia fez pedido na semana passada para remanejar quase R$ 2,9 bilhões no Orçamento de 2022 com a finalidade de reajustar salários de algumas carreiras de servidores públicos. Investidores ficaram atentos à aprovação do relatório final do Orçamento pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) nesta tarde.

Além da pauta fiscal, os mercados ficavam receosos com a aproximação da corrida eleitoral do ano que vem, que já promete elevar a incerteza política e, consequentemente, aumentar a busca pela segurança do dólar.

*Com Reuters

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