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Dólar opera em queda de mais de 1% em sessão volátil

Dólar opera em queda de 1,36% às 10h30, vendido a R$ 5,616, no último pregão do ano de 2021 - Lee Jae-Won/Reuters
Dólar opera em queda de 1,36% às 10h30, vendido a R$ 5,616, no último pregão do ano de 2021 Imagem: Lee Jae-Won/Reuters

Do UOL, em São Paulo*

30/12/2021 10h39Atualizada em 30/12/2021 10h48

O dólar opera em queda de 1,36% às 10h30, vendido a R$ 5,616, no último pregão do ano de 2021. A baixa liquidez e a disputa entre posições compradas e vendidas antes da formação Ptax devem manter os negócios voláteis.

A Ptax é uma taxa de câmbio calculada pelo Banco Central que serve de referência para liquidação de derivativos. No fim de cada mês, agentes financeiros costumam tentar direcioná-la para níveis mais convenientes às suas posições.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Por volta das 10h44, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), operava em alta de 0,40%, na casa dos 104 mil pontos. No fechamento de ontem, o Ibovespa caiu 0,72%.

Em 2021, o dólar acumula ganhos de 9,7% frente ao real, enquanto o Ibovespa despencou 12,53%.

Desvalorização do dólar

O movimento do dólar está em linha com a desvalorização da moeda norte-americana frente a outras moedas consideradas arriscadas —como peso mexicano, peso chileno, rand sul-africano e dólar australiano.

Contra uma cesta de seis moedas fortes, o dólar rondava a estabilidade, à medida que investidores acompanhavam o noticiário em torno da variante ômicron do coronavírus e aguardavam dados semanais de auxílio-desemprego dos Estados Unidos.

Investidores projetam piora da economia em 2022

Na cena local, com muitos operadores e investidores ausentes devido à aproximação do Ano Novo, os agentes do mercado em atividade hoje digeriam dados fiscais melhores do que o esperado —o setor público consolidado brasileiro registrou um superávit primário de R$ 15,034 bilhões em novembro, informou o Banco Central mais cedo, enquanto a dívida líquida do país ficou em 57,0% do PIB.

Em pesquisa Reuters, a expectativa era de superávit primário de R$ 4,775 bilhões no mês e relação dívida/PIB de 57,8%.

"No Brasil, os resultados fiscais correntes continuam melhores do que o esperado, mas projetamos uma deterioração no ano que vem com a economia perdendo força (o que afeta a arrecadação) e as despesas públicas acelerando no ano eleitoral", disse a XP em nota matinal.

Há entre investidores a percepção de que a pressão de servidores por reajustes salariais poderia levar a mais gastos da União em 2022, o que deterioraria ainda mais a confiança de investidores estrangeiros na austeridade do Brasil.

Depois de auditores da Receita Federal e fiscais agropecuários já terem iniciado mobilizações por salários mais altos, servidores das carreiras típicas de Estado decidiram na quarta-feira promover dias de paralisação das atividades em janeiro e avaliar a realização de uma greve geral em fevereiro. A pressão dessas categorias vem depois de o governo já ter conseguido, por meio da PEC dos Precatórios, abrir espaço fiscal para gastar mais com ajuda financeira à população.

Caso mantenha o desempenho visto nesta manhã até o fim das negociações, o dólar encerrará 2021 em alta de mais de 8% contra o real.

*Com Reuters

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