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Dólar cai a R$ 5,68, após três altas seguidas; Bolsa sobe 0,55%

Mesmo com a queda de hoje, o dólar ainda acumula alta de 1,87% frente ao real neste início de ano - Amanda Perobelli/Reuters
Mesmo com a queda de hoje, o dólar ainda acumula alta de 1,87% frente ao real neste início de ano Imagem: Amanda Perobelli/Reuters

Do UOL, em São Paulo

06/01/2022 17h26Atualizada em 06/01/2022 18h20

O dólar fechou a quinta-feira (6) em queda de 0,56%, cotado a R$ 5,68 na venda, interrompendo uma sequência de três altas consecutivas. Mesmo com o desempenho de hoje, a moeda americana ainda acumula ganhos de 1,87% frente ao real neste início de ano, depois de subir mais de 7% em 2021.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), terminou a sessão em alta de 0,55%, aos 101.561,05 pontos — o primeiro resultado positivo de 2022. No ano passado, o indicador tombou quase 12%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Movimento de ajuste

A queda do dólar hoje é vista por analistas como um movimento natural de ajuste do mercado, depois de três altas consecutivas. Na véspera, a moeda americana subiu 0,39%, a R$ 5,712, maior patamar desde 21 de dezembro (R$ 5,739).

Na última sessão, o dólar foi impulsionado globalmente depois que a ata da reunião do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos), ocorrida em 14 e 15 dezembro, mostrou que as autoridades americanas podem aumentar os juros mais cedo do que o esperado para conter a inflação alta.

Juros mais altos nos EUA aumentam a rentabilidade dos títulos soberanos americanos, considerados um investimento muito seguro, o que tende a atrair mais recursos para o país e, consequentemente, fortalecer o dólar.

Incertezas no Brasil

Como se não bastasse a sinalização mais dura do Fed, "por aqui ficou o clima de pessimismo, sobretudo com as discussões sobre os gastos públicos e ao aumento das incertezas fiscais", explicou em nota a Genial Investimentos.

Depois de o governo ter conseguido, por meio da PEC dos Precatórios, abrir espaço para mais gastos com programas sociais — como o Auxílio Brasil —, servidores públicos de várias categorias têm pressionado por reajustes salariais, levantando temores sobre a saúde das contas públicas.

"[Essa mobilização de servidores] É um problema para o governo, que tem pouca flexibilidade [para negociações], pouco jogo de cintura", disse à Reuters Bruno Mori, economista e planejador financeiro pela Planejar. "Isso pode gerar pressão de gastos adicional, e, para fechar essa conta, dependerá muito da arrecadação, que pode não aumentar muito em ano de crescimento econômico baixo."

(Com Reuters)

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