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Dólar abre semana em alta, a R$ 5,674, após duas quedas; Bolsa cai 0,75%

Na primeira semana de 2022, o dólar comercial já havia acumulado ganhos de 1% frente ao real - Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo
Na primeira semana de 2022, o dólar comercial já havia acumulado ganhos de 1% frente ao real Imagem: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

10/01/2022 17h29Atualizada em 10/01/2022 18h22

O dólar fechou a segunda-feira (10) em alta de 0,76%, cotado a R$ 5,674 na venda, depois de duas sessões consecutivas de queda. Na semana passada, a primeira de 2022, a moeda americana já havia acumulado ganhos de 1% frente ao real.

Já o Ibovespa terminou o dia em queda de 0,75%, aos 101.945,20 pontos, depois de tombar 2,01% na semana anterior. Ao longo do dia, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) chegou a registrar perdas de mais de 1%, mas teve leve recuperação já no fim da sessão.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Juros nos EUA...

A alta nos rendimentos dos títulos soberanos dos Estados Unidos, considerados um investimento muito seguro, impulsionaram o dólar no mundo todo. O salto vem depois de o Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano) indicar que pode elevar os custos dos empréstimos mais cedo do que o esperado, à medida que a inflação segue alta no país.

Dados divulgados na sexta (7) mostraram números decepcionantes sobre a criação de empregos nos EUA, o que freou momentaneamente a tendência internacional de valorização dólar no final da semana passada. Mas, segundo especialistas, leituras positivas sobre o desemprego e renda reforçam a aposta no aumento de juros — hoje próximos a zero — já em março.

"Enquanto as taxas [de juros dos títulos soberanos] estiverem nesta trajetória ascendente, de maneira rápida e acentuada, estaremos suscetíveis a espasmos de maior volatilidade no mercado", explicou em blog Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos.

... E "dor de cabeça" no Brasil

Enquanto isso, no Brasil "uma nova dor de cabeça fiscal veio à tona", como classificaram economistas do Citi — uma referência às pressões recentes do funcionalismo público por reajustes salariais, após várias categorias de servidores anunciarem planos de paralisações e entregas de cargos.

"Essa questão não é comparável aos desafios recentes [Auxílio Brasil e precatórios] em termos de seu potencial de causar estragos para o real. No entanto, ainda deve ser monitorada", avaliou o banco americano em relatório;

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem se manifestado totalmente contrário ao aumento salarial de servidores federais em 2022. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, ele alertou o presidente Jair Bolsonaro (PL) de que conceder o reajuste a apenas uma categoria — policiais federais — vai aumentar a pressão, e que o melhor é não aumentar o salário de ninguém.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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