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Dólar cai pela 3ª semana, a R$ 5,39, menor valor em 4 meses; Bolsa sobe

Dólar fecha a semana em baixa de 1,2%, depois de cair 1,05% na semana passada e 2,1% na anterior - Dado Ruvic/Reuters
Dólar fecha a semana em baixa de 1,2%, depois de cair 1,05% na semana passada e 2,1% na anterior Imagem: Dado Ruvic/Reuters

Do UOL, em São Paulo

28/01/2022 17h23Atualizada em 28/01/2022 18h23

O dólar terminou a sexta-feira (28) em queda de 0,62%, vendido a R$ 5,39, chegando a sua segunda sessão seguida de perdas. É o menor valor alcançado em quase quatro meses, desde 1º de outubro de 2021, quando a moeda americana fechou em R$ 5,369.

Com o desempenho de hoje, o dólar encerra a semana em desvalorização acumulada de 1,2% frente ao real, depois de cair 1,05% na semana passada e 2,1% na anterior. No mês, as perdas somam 3,33%.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), também fechou o dia em queda de 0,62%, aos 111.910,10 pontos, interrompendo uma sequência de três altas consecutivas. Mesmo assim, a semana foi positiva para o indicador, que acumulou ganhos de 2,72% desde segunda (24). Em janeiro, a alta é ainda maior, de 6,76%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Mercado atento aos juros

Apesar das perdas em relação ao real, o dólar se manteve forte frente a moedas de outros países desenvolvidos, impulsionado pela sinalização mais dura do Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano) quanto à inflação. Esse cenário levou os mercados a apostarem em mais aumentos de juros — hoje próximos a zero — do que o esperado ao longo de 2022.

"Com o Fed alimentando o fogo 'hawkish' [política mais austera, com juros mais altos para controlar a alta dos preços], esperamos que o dólar se fortaleça, mas apenas moderadamente", disseram estrategistas do Citi em relatório divulgado hoje.

Embora juros mais altos nos EUA tendam a valorizar o dólar, vários países emergentes — em especial, latino-americanos, como o Brasil — têm mostrado "ímpeto contínuo de dados positivos", acrescentou o Citi. Isso acontece, segundo o banco, porque investidores também estão atentos às altas dos juros por aqui, o que aumenta a atratividade das moedas locais.

No Brasil, por exemplo, vários agentes do mercado já têm apontado o patamar alto dos juros básicos da economia (Selic), atualmente em 9,25% ao ano, como fator de pressão negativa sobre o dólar. A expectativa, de acordo com o último Boletim Focus, é de que a Selic chegue a dois dígitos no fim de 2022, em 11,75% ao ano, o que pode ajudar o real.

Desemprego no radar

Além da política monetária, investidores também repercutiram os mais recentes dados do desemprego divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,6% no trimestre encerrado em novembro de 2021 — uma redução em relação aos 13,1% registrados nos três meses anteriores.

Apesar da queda, os trabalhadores estão ganhando menos. No trimestre analisado, o rendimento real (que já desconta a inflação) caiu 4,5% ante o trimestre anterior, de R$ 2.559 para R$ 2.444. É o menor rendimento da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. Em um ano, a queda é ainda maior, de 11,4% (R$ 2.757).

Ao todo, a falta de trabalho ainda atinge 12,4 milhões de brasileiros.

(Com Reuters)

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