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Dólar sobe a R$ 4,916, maior valor em três semanas; Bolsa emenda a 5ª queda

Getty Images
Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo*

09/06/2022 17h25Atualizada em 09/06/2022 18h01

O dólar comercial engatou o quarto dia seguido de alta, subindo 0,52%, a R$ 4,916 na venda. É o maior valor do dólar em três semanas, desde 19 de maio (R$ 4,917). O Ibovespa, principal índice da B3, Bolsa de Valores brasileira, emendou a quinta queda seguida, de 1,18%, e fechou a 107.093,71 pontos. É o menor nível da Bolsa também desde 19 de maio (107.005,22 pontos).

O dia teve grande volatilidade, impulsionada pela expectativa da divulgação de dados de inflação norte-americanos, que acontecerá amanhã.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Um dia depois da decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) sobre o rol taxativo, as ações com maiores altas foram de seguradoras de saúde. A Hapvida (HAPV3) subiu 3,31% e a Sulamérica (SULA11), 2,93%.

Por outro lado, a maior queda foi a da Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3), que baixou 6,37%.

Mineração e siderurgia entre os destaques negativos, enquanto Eletrobras avançou antes da precificação da oferta de ações que privatizará a maior elétrica da América Latina.

Inflação desacelera em maio

O IBGE informou nesta quinta-feira que o IPCA desacelerou a alta a 0,47% em maio, de 1,06% em abril, marcando a taxa mensal mais baixa desde abril de 2021 (+0,31%). O número veio abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, de alta de 0,60%.

A inflação em 12 meses, por sua vez, ficou em 11,73% no período, contra 12,13% em abril e projeção de 11,84%.

"A leitura foi consistente com nossa crença de que a inflação já atingiu o pico e esperamos mais desaceleração à frente", disse em nota a clientes David Beker, chefe de economia no Brasil e de estratégia para América Latina do Bank of America.

"Em suma, o resultado positivo fornece mais motivos para o Banco Central não avançar mais com o ciclo de alta de juros, corroborando nossa visão de uma última alta de 50 pontos-base em junho, levando a Selic para 13,25%."

Mas outras instituições financeiras acreditam que o Banco Central será forçado a promover aumento adicional nos juros para além de sua próxima reunião, na semana que vem, nos dias 14 e 15. O Citi, por exemplo, espera ajustes de 0,50 ponto percentual tanto em junho quanto em agosto, o que levaria a taxa Selic —atualmente em 12,75%— a 13,75%.

Quanto mais alta a Selic, mais atraente tende a ficar o real para investidores que utilizam estratégias de "carry trade", que buscam lucrar com a compra de moedas de retornos elevados. A visão predominante nos mercados é de que os juros altos foram os principais responsáveis pela desvalorização de 11,8% do dólar contra o real até agora em 2022.

*Com Reuters

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