! Dólar vai a R$ 1,757 e fica praticamente estável em agosto - 31/08/2010 - UOL Economia - Cotações
 

31/08/2010 - 16h57

Dólar vai a R$ 1,757 e fica praticamente estável em agosto

Da Redação, em São Paulo

A cotação do dólar comercial fechou em alta de 0,17% nesta terça-feira, a R$ 1,757 na venda. No acumulado do mês de agosto, a moeda americana ficou praticamente estável, com ligeira valorização de 0,06%.

Ao longo de todo o mês, o valor do dólar teve pouca variação, oscilando entre R$ 1,75 e R$ 1,78. No ano, o dólar ainda tem ganho de 0,8%.

O Banco Central (BC) manteve as atuações diárias no câmbio e voltou a comprar moeda americana em leilão no mercado à vista. A taxa aceita ficou em R$ 1,754.

A indefinição sobre a oferta de ações da Petrobras e sobre o grau de enfraquecimento da economia mundial dificulta previsões sobre a taxa de câmbio para setembro.

No curto prazo, a possibilidade de entrada de recursos -principalmente pela capitalização da Petrobras- ainda joga a favor da valorização do real. A ameaça de uma maior intervenção do governo, no entanto, limita o movimento.

"O mercado está há dois meses nesse 'range' de R$ 1,75, R$ 1,78... acho que não tem fluxo de exportador para furar esse (patamar de) R$ 1,75, a não ser que comecem a vir números muito favoráveis (sobre a economia global) ou a definição da capitalização da Petrobras", disse à agência de notícias Reuters o operador de um banco, que não quis ser citado.

Os dois fatores foram citados por outros analistas como as principais variáveis para o mercado de câmbio.

Sobre o cenário global, o dado mais esperado pelo mercado é o relatório de postos de trabalho nos Estados Unidos, previsto para sexta-feira. Uma piora mais acentuada do desemprego na maior economia do mundo pode tornar o mercado global mais sensível ao risco, o que poderia provocar uma alta do dólar.

Os dados, por outro lado, poderiam incitar o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) a adotar mais medidas de estímulo, o que favoreceria a queda do dólar no mercado internacional.

Petrobras

A capitalização da Petrobras, prevista inicialmente para julho, foi adiada para setembro, mas ainda é rodeada de incertezas, como o preço do barril da cessão onerosa -fundamental para a definição do total da operação e da fatia que caberá a investidores estrangeiros.

Além de não saber quantos bilhões de dólares vão entrar no Brasil para participar da operação nem quando, o mercado avalia que o governo pode enxugar por meio do Banco Central ou mesmo do Fundo Soberano o excesso de dólares no país.

Esse dinheiro não deve entrar no mercado diretamente, para evitar que a taxa cambial vire pó", disse Mario Battistel, gerente de câmbio da Fair Corretora, à Reuters.

(Com informações da Reuters)