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18/03/2011 - 16h41

Dólar tem maior queda desde novembro e vai a R$ 1,67

Da Redação, em São Paulo

A cotação do dólar comercial fechou em baixa de 0,95% nesta sexta-feira (18), a R$ 1,67 na venda. É a maior queda diária desde 4 de novembro de 2010 (quando caiu 1,41%). Porém, no acumulado da semana a moeda norte-americana teve valorização de 0,24%.

A semana terminou melhor do que começou na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), após o arrefecimento dos temores globais com relação aos desdobramentos econômicos da tragédia no Japão.

O Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) subiu 1%, aos 66.879,89 pontos. Na semana, a Bolsa acumulou alta de 0,29%.

O Banco Central (BC) voltou a realizar um leilão para a compra de dólares no mercado à vista no pregão de hoje. A taxa aceita foi de R$ 1,672. A medida busca elevar a cotação da moeda.

"É basicamente um ajuste ao movimento de ontem, quando o dólar subiu forte no 'vazio'", comentou à Reuters Danilo Campos, operador de câmbio da Flow Corretora.

Na véspera, a divisa dos Estados Unidos avançou 0,72%, alcançando o maior patamar desde janeiro, por desmonte de exposição vendida no mercado futuro após parte do mercado interpretar uma notícia sobre aumento de tributos para bebidas frias como elevação de alíquota para entrada de capitais no país.

Dados da BM&FBovespa corroboram tal movimento. De quarta para quinta-feira, os não-residentes reduziram em US$ 1,947 bilhão as apostas na queda do dólar (ou valorização do real).

"O real foi a moeda que mais caiu na quinta-feira. A reduzida volatilidade nos últimos meses levou investidores a montarem posições compradas em real", escreveram os analistas do departamento de câmbio para mercados emergentes do banco francês BNP Paribas. "Por ora, estamos neutros com relação ao real."

Para Mario Battistel, gerente de câmbio da Fair Corretora, a recuperação dos mercados acionários internacionais nesta sessão --associada à queda do dólar no exterior-- também favoreceu a fraqueza da moeda norte-americana ante o real.

Na próxima semana, investidores ficarão atentos à tradicional divulgação do fluxo cambial doméstico --na quarta-feira-- e a indicadores de atividade nos Estados Unidos, como o índice do Federal Reserve de Chicago e as vendas de moradias novas, ambos de fevereiro.

(Com informações da Reuters)

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