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05/04/2011 - 16h33

Dólar vai a R$ 1,609, menor cotação desde agosto de 2008

Da Redação, em São Paulo

A cotação do dólar comercial fechou em baixa de 0,25%, nesta terça-feira (5), a R$ 1,609 na venda. Com isso, a moeda norte-americana registra a menor cotação desde o dia 8 de agosto de 2008 (quando fechou com o mesmo valor).

O Banco Central (BC) realizou dois leilões para a compra de dólares no mercado à vista no pregão de hoje. As taxas aceitas foram de R$ 1,602 e R$ 1,609. A medida busca elevar a cotação da moeda.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em alta pela sexta vez seguida. O Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) subiu 0,19%, aos 69.837,52 pontos.

Este é o maior patamar de fechamento desde 19 de janeiro (70.058,08). Nos últimos seis pregões, a Bolsa acumula alta de 3,94%.

"A tendência agora é cair com um pouco menos de intensidade, mas ainda cair", afirmou à Reuters José Carlos Amado, operador de câmbio da corretora Renascença.

"O mercado chegou a R$ 1,65 e demorou para romper esse patamar. Agora vai testar R$ 1,60 e está de olho no governo para saber se pode caminhar até esse nível", acrescentou.

Na véspera, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que "o governo vai continuar fazendo medidas para conter o excesso de dólares", mas ponderou que esse excesso de moeda estrangeira é melhor que a falta vista no passado.

"Pela primeira fez, ele (o ministro) deu um sinal positivo a essa realidade (de abundância de dólares)... Então, parece que está começando a baixar a guarda um pouco", comentou o operador de câmbio de uma instituição estrangeira, em nota.

Investidores repercutiram sem sobressaltos à ampliação na regra sobre cobrança de IOF, anunciada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na noite de segunda-feira.

A partir de agora, não só a contratação de empréstimos externos, mas também a renovação, repactuação e assunção desses financiamentos terão de ser feitas via operações de câmbio simultâneo.

"Com este normativo, a autoridade monetária 'fechou' importante 'brecha' remanescente para que os tomadores de empréstimos externos, com base em empréstimos externos já 'em ser' antes da norma e que agora ficam sem a possibilidade de extensão de prazos adicionais de até um ano, sem pagar o IOF de 6%", escreveu Sidnei Moura Nehme, economista e diretor executivo da NGO Corretora.

(Com informações da Reuters)

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