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28/06/2012 - 17h36 / Atualizada 29/04/2013 - 12h01

Três empresas de Eike Batista despencam e lideram as perdas do Ibovespa

Do UOL, em São Paulo

Três empresas do bilionário Eike Batista lideraram as perdas do principal índice de ações da Bolsa paulista, o Ibovespa, nesta quinta-feira (28). A petroleira OGX, a mineradora MMX e a empresa de logística LLX foram as três companhias com maior queda no Ibovespa neste pregão.

O Ibovespa fechou no vermelho, com perdas de 0,86%, em parte pelo clima de aversão ao risco no cenário externo, mas também puxado pelo tombo das ações das empresas do grupo "X".

A OGX (OGXP3) registrou forte baixa pelo segundo dia, fechando em baixa de 19,20%, cotada a R$ 5,05. Ontem, o papel perdeu 25,33% e fechou cotado a R$ 6,25. As ações da petroleira de Eike começaram este ano valendo R$ 13,62 cada e atingiram um pico de R$ 18,21 em 23 de fevereiro. De lá até esta quinta, em pouco mais de quatro meses, a desvalorização dos papéis chega a 72,27%.

Nesta quinta, a MMX (MMXM3) caiu 17,08%, cotada a R$ 5. Já  LLX (LLXL3) caiu 8,07%, a R$ 2,05.

Investidores também continuaram a se desfazer de outros papéis do grupo de Eike. OSX (OSXB3) teve queda de 11,05%, CCX (CCXC3) perdeu 8,8% e PortX (PRTX3) teve recuo de 10,56%.   

Os papéis das companhias "X" continuam bastante pressionados, em uma clara crise de confiança dos investidores com o empresário. 

Corretoras cortaram suas recomendações para a OGX depois que a empresa informou, na noite de terça-feira, que a vazão ideal de óleo nos primeiros poços perfurados em um campo na bacia de Campos é de 5 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia, apenas um terço do que o mercado esperava. 

"O mau humor do mercado com as ações do grupo continua forte", disse o analista Erick Scott, da SLW Corretora. "A tendência é que o papel continue pressionado até que a empresa mostre resultados condizentes ou acima da expectativa."

Segundo operadores, as ações da OGX estão disparando ordens de "stop loss" (venda a qualquer preço para limitar perdas) devido à forte queda. Os estrangeiros mais uma vez lideram as vendas. O ranking das corretoras mostrava, às 15h30, o Goldman Sachs como maior vendedora líquida do ativo, com R$ 46 milhões, seguida por Morgan Stanley (R$ 27,7 milhões) e J.P. Morgan (R$ 25 milhões). Entre os compradores líquidos estavam as corretoras Itaú (R$ 30 milhões), XP (R$ 24 milhões) e Citi (R$ 15 milhões).

Teleconferência de Eike não acalmou mercado

 

Os esforços de Eike Batista para acalmar investidores na noite da quarta-feira, por meio de uma teleconferência para explicar as estimativas de produção da OGX, surtiu pouco efeito e o mercado continua questionando as bases do programa de crescimento das empresas 'X'.

“Isso (a teleconferência) não adiantou, porque esse novo dado colocou em xeque a credibilidade do grupo", afirmou Scott. 

(Com informações da Reuters)

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