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29/09/2008 - 18h39

Dow Jones tem maior perda de sua história; Bolsas caem em todo o mundo

Da Redação
Em São Paulo
Texto atualizado às 19h05

A Bolsa de Valores de Nova York registrou uma queda histórica nesta segunda-feira depois da rejeição do plano de resgate financeiro na votação na Câmara dos Estados Unidos.

O principal índice de ações dos EUA, o Dow Jones, perdeu 777,68 pontos no dia, a maior queda de sua história. Em termos percentuais, a baixa foi de 6,98%, maior desde 17 de setembro de 2001, dia da retomada das operações depois dos ataques de 11 de setembro daquele ano.

O Nasdaq, indicador de ações na área de tecnologia, tombou 9,14% nesta segunda-feira; o Standard & Poor's 500 recuou 8,8%.

"Eu não acredito que eles (os parlamentares americanos) não foram capazes de se reunir e chegar a uma solução. Um desastre completo foi previsto se o projeto não fosse aprovado... e não foi aprovado", disse Stephen Berte, operador sênior de ativos da Standard Life. "Eu não consigo ver um lado positivo neste momento."

O candidato do Partido Democrata à Presidência americana, Barack Obama, afirmou que o plano de resgate ao setor financeiro dos EUA ainda é possível.

Europa
Os mercados europeus, mesmo tendo encerrado suas atividades antes de a Câmara dos Estados ter rejeitado o pacote contra a crise, também fecharam em forte queda. A Bolsa de Londres despencou 5,3%; a de Paris, 5,04%, e a de Frankfurt, 4,23%.

A preocupação era de que a crise americana desencadeasse um efeito dominó na Europa, após problemas com grandes instituições financeiras da região.

O governo alemão precisou conceder uma garantia de 35 bilhões de euros (US$ 50 bilhões) a um consórcio de bancos privados para comprar o banco Hypo Real Estate (HRE), especializado em hipotecas.

O gigante bancário espanhol Santander disse no domingo que irá comprar a rede de depósitos varejistas da concessora de empréstimos britânica Bradford & Bingley, por cerca de 400 milhões de libras (US$ 735 milhões).

O B&B é o último banco que foi atingido pela crise financeira global, que foi disseminada pelas perdas com hipotecas de má qualidade nos Estados Unidos e já fez grandes vítimas nos Estados Unidos e na Europa.

Os problemas financeiros enfrentados pelo grupo financeiro belgo-holandês Fortis, que foi resgatado no domingo à noite pelos governos de Bélgica, Holanda e Luxemburgo, gerou preocupações em relação ao suíço UBS.

O UBS está entre os bancos mais afetados pela crise dos créditos hipotecários de risco ("subprime") justamente por ter dinheiro aplicado em instituições que sofreram perdas expressivas. O banco foi obrigado a anunciar desvalorizações de ativos no valor de 42,5 bilhões de euros desde o início da crise.

Ásia
As ações asiáticas também recuaram nesta segunda-feira, com investidores ainda na expectativa de que o pacote dos EUA pudesse ser aprovado. Tóquio perdeu 1,26% e Hong Kong recuou 4,3%.

O maior grupo financeiro do Japão, o Mitsubishi UFJ, chegou a um acordo definitivo para adquirir 21% de participação no americano Morgan Stanley por US$ 9 bilhões, anunciaram hoje as duas firmas.

(Com informações de AFP, Efe e Reuters)

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