! Após caos e 2 paradas no dia, Bolsa fecha em queda de 5,43% - 06/10/2008 - UOL Economia

UOL EconomiaUOL EconomiaCotações
UOL BUSCA

06/10/2008 - 17h45

Após caos e 2 paradas no dia, Bolsa fecha em queda de 5,43%

Da Redação
Em São Paulo
Texto atualizado às 19h

Depois de desabar mais de 15% e suspender o pregão por duas vezes nesta segunda-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o dia em queda de 5,43%, aos 42.100,79 pontos.

Foi um pregão crítico, em que a Bovespa acompanhou o desmoronamento dos mercados em todo o mundo (veja gráfico mais abaixo).

A cotação do dólar comercial saltou 7,53%, a R$ 2,20 na venda. É a maior valorização percentual diária desde janeiro de 1999 e o maior patamar de fechamento desde setembro de 2006.

As ações caíram tanto, que o pregão foi interrompido duas vezes em apenas uma hora e meia. A primeira parada do dia, quando a Bolsa recuou mais de 10%, foi de meia hora, entre 10h18 e 10h48. A segunda interrupção, das 11h44 às 12h44, aconteceu após a queda alcançar 15%.

A última vez que a Bovespa havia acionado o circuit breaker por duas vezes no mesmo dia foi em 28 de outubro de 1997.

O desabamento dos mercados mundiais nesta segunda-feira reflete o temor de uma recessão global, segundo analistas consultados pela reportagem do UOL.

Análise: Bolsas caem por medo de recessão global
Bolsas desabam no mundo todo; Moscou perde 19%
Fed toma novas medidas para ampliar liquidez no sistema
Economistas acreditam em recessão nos EUA, diz pesquisa
Medo do efeito dominó na Europa desata sangria financeira
Alemanha fecha acordo para salvar banco HRE da bancarrota
Bank of America disposto a gastar US$ 8,4 bi no Countrywide

"É uma queda livre. A perspectiva ainda é de tendência de baixa e nós não estamos próximos do fundo. Não há razão para comprar nada no momento. O 'spread' entre os preços de compra e venda ainda é enorme", disse a respeito dos mercados europeus Nicole Elliott, analista técnico da Mizuho Securities.

"As pessoas decidiram que os mercados não são capazes de se recuperar e os políticos não têm controle sobre esse processo", afirmou John Haynes, estrategista da Rensburg Sheppard Investment Management.

Efeito dominó
Os investidores estão com medo do efeito dominó da crise financeira sobre a Europa, o que afeta mercados no mundo todo.

É a terceira vez em uma semana que o sistema de parada da Bovespa é acionado. Na segunda-feira passada, dia 29 de setembro, houve o mesmo problema, mas com apenas uma parada no dia.



Socorro
Embora o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush tenha sancionado na última sexta-feira a lei que autoriza o pacote de US$ 700 bilhões para socorrer os bancos norte-americanos em crise, o mercado não se convenceu e seguiu sem otimismo.

As Bolsas asiáticas, por exemplo, afundaram nesta segunda-feira com os investidores temerosos quanto à eficácia das medidas dos governos americano e europeus para acalmar as tensões nos mercados financeiros.

Noticiário
O Bank of America anunciou que está disposto a gastar até US$ 8,4 bilhões para reestruturar os empréstimos hipotecários dos clientes de sua nova filial Countrywide, adquirida em julho quando estava à beira da falência.

O maior banco dos Estados Unidos afirmou que está pronto para revisar as taxas aplicadas ou renegociar para baixo os empréstimos hipotecários de quase 400 mil clientes do Countrywide, segundo um comunicado divulgado pela empresa.

O governo e os bancos da Alemanha fecharam um acordo neste domingo para a criação de um plano de 50 bilhões de euros para evitar a quebra do Hypo Real Estate (HRE), no mesmo dia do anúncio de que o governo garantirá correntistas e poupadores particulares.

O banco americano Wells Fargo anunciou no domingo à noite que conseguiu anular, com um recurso de apelação, a decisão do juiz de Nova York que ordenava o congelamento da fusão com o Wachovia.

O Banco Central Europeu (BCE) injetou nesta segunda-feira US$ 50 bilhões com vencimento amanhã e a uma taxa de juros marginal de 4% em uma operação extraordinária para colocar liquidez no mercado.



Brasil
O mercado financeiro reduziu a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2009 pela segunda vez seguida, mas também espera inflação mais moderada no próximo ano.

De acordo com levantamento do Banco Central divulgado nesta segunda-feira, o país deve crescer 3,5% em 2009, levemente abaixo dos 3,55% estimados na semana anterior. Para a inflação, a estimativa é de que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) alcance 4,85% em 2009, pouco abaixo dos 4,9% estimados anteriormente.

(Com informações de AFP, Reuters e Valor Online)

Bovespa Fonte: Thomson Reuters

Gráfico Bovespa

66910,711,14%

Mais bolsas

Cotações anteriores

Dolar Fonte: Thomson Reuters

Gráfico Dolar Comercial

R$ 1,569 -0,44%

Conversor de moedas

Mais sobre câmbio

Cotações anteriores

Hospedagem: UOL Host