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15/10/2008 - 17h55

Bolsa desaba 11,39% e sofre maior queda em 10 anos; dólar sobe a R$ 2,164

Da Redação
Em São Paulo
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que interrompeu os negócios no meio da tarde por ter caído mais de 10%, terminou o dia com um tombo de 11,39%, aos 36.833,02 pontos. É a maior queda percentual da Bovespa em mais de dez anos, desde 10 de setembro de 1998, quando caiu 15,82%.

Foi o quinto "circuit breaker" (interrupção) da Bolsa em 17 dias. No mês, a perda acumulada é de 25,65%.

No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em alta expressiva de 3,29%, vendido a R$ 2,164, apesar de três leilões da moeda feitos pelo Banco Central no dia. A cotação acompanhou os temores de uma recessão econômica mundial.

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Excepcionalmente, por conta do vencimento do índice futuro da Bovespa, o pregão foi prorrogado por 30 minutos e fechou às 17h30 -o tempo a mais foi empregado para calcular a média necessária ao índice futuro (são usadas as três últimas horas ininterruptas do pregão para esse cálculo).

O tombo da Bolsa, não é reflexo de "pânico" entre investidores, mas apenas um "ajuste", na visão de analistas consultados, da corretora Souza Barros. Os investidores teriam percebido que as medidas anunciadas por países ricos para combater a crise não trarão resultados rapidamente.

É a quinta vez em 17 dias que é acionado o sistema de parada dos negócios na Bovespa, o "circuit breaker". Num dos dias, houve duas paradas.

As paralisações anteriores aconteceram nos dias 29 de setembro, 6 de outubro (com duas quedas, uma no início do pregão, outra logo depois) e 10 de outubro.

Sempre que o Ibovespa, principal índice do mercado brasileiro de ações, cai mais de 10%, é acionado o "circuit breaker", mecanismo que suspende os negócios automaticamente por meia hora. Se, depois disso, a Bolsa continua caindo e supera os 15% de perdas, o pregão é interrompido novamente, mas um tempo maior, de uma hora.

A desconfiança sobre a saúde da economia dos Estados Unidos - e, conseqüentemente, de outros países - aumentou depois que a presidente da unidade de San Francisco do Federal Reserve (banco central americano), Janet Yellen, afirmou que seu país entrou em uma recessão.

Ela considera que não houve "nenhum crescimento" econômico no terceiro trimestre e que deve ocorrer uma contração nos últimos três meses do ano.

"É o início do fim da crise financeira, mas mais além está se revelando a recessão global", disse Emmanuel Morano, diretor de administração de ativos na La Francaise des Placements, em Paris.

"Os temores de uma recessão global são justificados e têm sido precificados muito rapidamente. Os valores de mercado das empresas no setor de matérias-primas são apocalípticos."

Também contribuiu para aumentar as preocupações a informação de que as vendas no comércio varejista dos Estados Unidos encolheram 1,2% em setembro no confronto com um mês antes.

Mais ajuda
Depois dos pacotes anunciados pelos governos dos Estados Unidos e de países da Europa para socorrer o sistema financeiro, governos asiáticos decidiram, nesta quarta-feira, criar um fundo conjunto para lidar com a crise. Japão, China e Coréia do Sul participam do acordo.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e o presidente da Comissão Européia (CE), José Manuel Durão Barroso, defenderam uma reforma do sistema financeiro global.

(Com informações de AFP, Efe e Reuters)

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