(Texto atualizado às 16h53)O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), opera em queda de 0,77%, a 36.550,67 pontos por volta das 16h50 (acompanhe
gráfico da Bovespa com atualização constante). Durante o dia, a Bolsa havia chegado a cair mais de 8%. Na sessão anterior, desabou mais de 11%,
pior queda em dez anos.
O indicador alternou momentos de alta e de baixa durante a maior parte da manhã desta quinta-feira e passou a ampliar as perdas no começo da tarde, devido a dados negativos divulgados nos Estados Unidos.
As
Bolsas da Europa fecharam em forte queda. Paris desabou 5,92%, e Londres, 5,35%.
A produção da
indústria dos Estados Unidos em setembro teve sua maior queda desde 1974. O recuo foi de 2,8%, bem maior do que o 0,8% esperado por analistas.
Ainda nos EUA, a
inflação ao consumidor foi nula em setembro. Analistas previam que fosse de 0,1%.
No Brasil, o Banco Central anunciou nesta quinta-feira que relaxou ainda mais as regras de
depósito compulsório.
O BC realizou, ainda, dois
leilões de dólares nesta manhã, para tentar conter a alta da moeda. Um deles no mercado à vista, com a queima de parte das reservas internacionais, e outro com compromisso de recompra futura.
Bancos em criseO
Citigroup teve prejuízo de US$ 2,8 bilhões no terceiro trimestre e US$ 10,4 bilhões no acumulado do ano. O banco anunciou, ainda, 11 mil demissões.
O
Credit Suisse disse que perdeu cerca de 800 milhões de euros no mesmo período.
Diante das dificuldades do setor financeiro, o governo da
Suíça decidiu ajudar o maior banco do país, o UBS, e garantir seus depósitos bancários.
Já o presidente do
Santander afirmou que bancos espanhóis não precisam de intervenção estatal.
Na
Ásia, fecham com quedas expressivas; Tóquio cedeu 11,4%.
Perdas com o câmbioO mercado cambial fez mais uma vítima entre as empresas. A valorização do dólar ante o real gerou um custo de R$ 381 milhões para a
Klabin, que tem 50% da sua dívida atrelada à moeda americana.
Com isso, a companhia encerrou o terceiro trimestre deste ano com prejuízo líquido de R$ 253,14 milhões, contra um lucro de R$ 177,52 milhões registrado no mesmo período de 2007.
Antes da Klabin, a
Sadia, a
Aracruz e a
Votorantim registraram fortes perdas no mercado cambial.
O governo calcula que as
perdas cambiais atingem mais de 200 empresas no país. Há expectativa de que o Estado
socorra as companhias que apresentarem problemas desse tipo.
(Com informações de AFP, Efe e Reuters)