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29/12/2008 - 13h04

Bolsa 2009: previsões variam entre alta de 30% e de 140%

Sílvio Crespo
Em São Paulo
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tende a continuar operando com instabilidade nos primeiros meses de 2009; mais tarde, no segundo semestre, deve iniciar uma trajetória de recuperação. A avaliação é um consenso entre 11 corretoras de valores ouvidas pelo UOL.

Quando se trata de previsões numéricas, no entanto, o que prevalece é o dissenso entre os analistas. Das 11 corretoras consultadas, nove arriscaram uma estimativa para a pontuação da Bolsa em 2009, mas as demais preferiram não fechar projeções, ao menos por enquanto, devido ao momento de incerteza no mercado financeiro mundial.

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Entre as nove que calcularam projeção, todas fizeram alguma ressalva, apontando que o cenário é difícil de trabalhar. Cinco delas indicaram ainda uma carteira de ações para 2009.

Os números apresentados variam muito. A mais pessimista, a Banif, prevê o Ibovespa (indicador de referência da Bolsa brasileira) com 48.600 pontos no final de 2009, o que corresponde a uma alta de pouco mais de 30% em relação ao patamar atual, de cerca de 37 mil pontos.

A mais otimista, a Solidez, projeta o Ibovespa com 90 mil pontos em dezembro do ano que vem, um salto de mais de 140% sobre os cerca de 37 mil pontos atuais. "Em 2009, acredito que a recuperação seja evidente, com programas de recuperação macroeconômica, e o Brasil sendo privilegiado com o pós-crise", afirma Daniel Depoian, do home broker da Solidez.

Catarina Pedrosa, da corretora do Banif, avalia que o primeiro semestre "vai ser muito difícil" e prevê recuperação moderada na segunda metade de 2009.

Governo e analistas acreditam que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil sofrerá, no mínimo, uma desaceleração em 2009, devendo iniciar uma trajetória de recuperação no ano seguinte. Com isso, a Bolsa tende a antecipar, nos últimos meses do ano que vem, a melhora prevista para a economia do país a partir de 2010.

Descolamento
"Vários elementos devem propiciar um descolamento do Brasil em relação às outras economias", afirma Paulo Esteves, analista-chefe da Gradual Investimentos.

A "boa situação das contas públicas", as eleições (que geram grandes despesas), a necessidade de investimentos em infra-estrutura e a recuperação parcial do preço do petróleo estão entre os fatores da possível melhora da economia brasileira a partir de 2010.

Esteves prevê, ainda, que a Bolsa começará a refletir os investimentos para a Copa do Mundo, a ser realizada em 2014 no Brasil.

Segundo ele, o campeonato mundial de futebol costuma ter um impacto maior que a Olimpíada na economia de um país, por ocorrer em várias cidades, movimentando os setores aeroportuário, hoteleiro e de transporte.

Refúgio contra incerteza
Alguns analistas preferiram simplesmente não fazer previsões para a Bolsa no ano que vem, devido à instabilidade econômica internacional.

"Projetar nesse momento é uma tarefa árdua. Estamos modificando algumas premissas quase semanalmente", afirma Álvaro Bandeira, economista-chefe da Ágora.

"Há pouco tempo, a Vale pleiteava um reajuste do preço do minério de ferro. Hoje, ela já considera até corte", diz Edson Cordon, gestor de recursos de renda variável do Banco Alfa.

Dada a imprevisibilidade, a indicação é buscar refúgio em setores "que não dependem de uma economia extremamente aquecida", segundo Cordon.

Ele cita os ramos de telefonia, distribuição de energia elétrica, consumo popular e intermediação comercial (como cartão de crédito e outros serviços).

Bovespa Fonte: Thomson Reuters

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