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08/05/2009 - 16h25

Dólar tem maior queda semanal desde novembro e fecha em R$ 2,071

Da Redação
Em São Paulo
(Texto atualizado às 16h50)

A cotação do dólar comercial caiu 5,09% nesta semana e fechou em R$ 2,071 na venda, menor valor desde 3 de outubro, quando se iniciou período de forte turbulência nos mercados financeiros internacionais.

A queda semanal foi a mais intensa desde a última semana de novembro, quando o câmbio despencou 5,73%. Nesta sexta-feira, a baixa foi de 1,8%; no acumulado do ano, a desvalorização é de 11,23%.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) subiu 8,68% na semana e fechou aos 51.395,99 pontos.

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Após a trajetória descendente do dólar nas últimas semanas, o Banco Central realizou nesta sexta-feira um leilão de compra da moeda americana à vista pela primeira vez desde 10 de setembro.

Segundo analistas, uma forte entrada de recursos provocou a queda do dólar. Eles acreditam que, se as perspectivas permanecerem otimistas, é provável que o BC realize mais leilões de compra no mercado à vista.

Pouco antes do leilão, o dólar caía 1,9%; após a operação, a queda ainda se acentuou, para mais de 2%. Na quinta-feira (7), o BC fez um outro tipo de leilão, o chamado "swap" cambial reverso, em que a instituição oferece aos investidores a variação do juro básico, e estes dão em contrapartida a variação do câmbio. O aplicador ganha quando o dólar cai ou quando sobe menos que o juro.

O mercado cambial tem refletido a melhora nas expectativas em relação ao setor financeiro internacional. Os sinais positivos na economia reduzem o receio dos investidores diante de papéis de maior risco, como as ações de países emergentes, aumentando o fluxo da moeda americana para essas regiões.

Os resultados dos testes de estresse com os maiores bancos americanos, divulgados na noite de quinta-feira (7), animavam os investidores. As 19 instituições financeiras analisadas precisarão de quase US$ 75 bilhões, mas nenhuma delas corre risco de insolvência, segundo avaliação do governo.

Na chamada economia real, os indicadores sobre o mercado de trabalho nos EUA vieram dentro da expectativa de analistas. A taxa de desemprego subiu de 8,5% em março para 8,9% em abril, resultado do fechamento de mais de 500 mil postos de trabalho no país.

(Com informações da Reuters)

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