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14/07/2009 - 16h56

Ações da Petrobras caem 5% em 2 meses, mas CPI não deve afetar mais

Ana Carolina Lourençon Andrade
Da Redação
Nos últimos dois meses, as ações preferenciais da Petrobas recuaram cerca de 5%, mas a instalação da CPI da empresa no Senado não deve afetar mais o desempenho dos papéis, segundo avaliações de especialistas do setor. O que mais importa, dizem, são os fundamentos da companhia e o desempenho do setor em que ela atua.

Em dois meses, desde 15 de junho, quando o requerimento para a abertura da CPI foi lido no Senado, as ações preferenciais da Petrobras perderam 4,8%. Mas, na avaliação do analista da corretora Souza Barros Luiz Roberto Monteiro, essa perda refletiu apenas o impacto inicial e novas quedas não devem acontecer.

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"O estrago que tinha que ser feito com os papéis já foi observado logo que começou a se falar em abertura de CPI. E o processo está todo praticamente nas mãos do governo, que não deve deixar nada de ruim ser divulgado para afetar a imagem da empresa", diz.

Na avaliação do analista de energia da corretora Coinvalores Marco Saravalle, a CPI só teria reflexo nas ações se criasse prejuízo econômico para a empresa, como um eventual aumento no custo de captação de empréstimos no exterior.

Mas, ele explica que isso não aconteceu nem deve acontecer tomando por base a última operação de financiamento que a Petrobras fez no exterior, em 1º de julho, quando vendeu US$ 1,25 bilhão em bônus com rendimento de 6,875%.

Em fevereiro, com a venda do mesmo bônus, a empresa precisou oferecer retorno de 8,125% para que os investidores manifestassem interesse. Para economistas, esse custo mais baixo aliado à forte demanda que os bônus tiveram mostra uma melhora bastante acentuada no mercado da dívida e ajuda na avaliação que a Petrobras tem entre os analistas.

"Quanto maior o custo de captação, menor é a projeção de lucro e de pagamento de dividendos, e isso preocupa o acionista. Mas a Petrobras não está tendo dificuldades em captar a custo baixo e além disso, os financiamentos para 2009 e 2010 já estão contratados em sua grande maioria, fazendo com que a empresa não precise de novas captações neste período em que está sendo investigada", diz.

Com a certeza de que a CPI não terá repercussão negativa para a empresa, a recomendação dos analistas é de compra para o papel, mas não de imediato.

"Existe a expectativa de que a Bovespa passe por um período de correção já que de março para cá ela subiu muito, e a previsão é que volte para os 45 mil pontos, levando as ações para o território negativo junto", explica Monteiro.

Saravalle acrescenta que questões envolvendo o futuro dos negócios da empresa devem trazer oscilação para o papel no curto prazo.

"Ontem o governo mostrou a intenção de criar uma estatal para controlar a exploração do pré-sal. Esse assunto somado às incertezas do que será instituído no novo marco regulatório do petróleo pode gerar uma desvalorização do papel no próximo mês", afirma.

Já no longo prazo, as ações tendem a ser um bom investimento, principalmente pelas expectativas otimistas com relação ao preço do petróleo.

"A recuperação do preço do barril no primeiro semestre vai mostrar ao investidor que o atual ciclo do petróleo é curto, e por isso, a commodity deve voltar a se valorizar em breve, refletindo na alta dos papéis", diz.

Bovespa Fonte: Thomson Reuters

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