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Joia de gato, cão, morcego e cobra é feita com prata reciclada de raio-X

Larissa Coldibeli

Colaboração para o UOL, em São Paulo

A designer de joias Lívia Andrade, 30, encontrou um nicho amplo e, ao mesmo tempo, bem específico para diferenciar suas criações. Ela é criadora da empresa Zoojóias, que faz anéis, brincos e pingentes para amantes de bichos --tanto domésticos, como cães e gatos, quanto silvestres, como lobo-guará, tatu e cobra. As peças são banhadas a ouro ou prata reciclada de chapas de raio-X.

Ela não é responsável pela reciclagem da prata, já compra o metal pronto para o uso na joalheria. Mas diz que não há diferença entre a prata de mineradora e a reciclada. "Até o preço é o mesmo, mas escolhemos usar a prata reciclada por ter um apelo de sustentabilidade que tem a ver com o nosso público", afirma.

Pai divulgou no centro de controle de zoonoses

A empresa começou fazendo sucesso entre biólogos e veterinários. Inicialmente, ela fazia peças com flores e mandalas, mas seu pai divulgou suas criações no local onde trabalhava, o centro de zoonoses, de controle de pragas urbanas, e logo ela começou a receber pedidos inusitados, como morcegos.

"Fui fazendo as peças por encomenda e, quando vi, já tinha uma linha grande de animais, como morcegos, cachorros, gatos, elefantes. Resolvi me especializar e expandir a linha com outros animais", diz.

São cerca de 200 tipos de animal e mais de 400 opções de semijoias, segundo a empresária. Só de cachorros, os campeões de venda, há mais de 80 opções. Os preços variam de R$ 30 a R$ 209.

Participa de congressos e comprou quiosque

A empresa foi formalizada em 2009, com a criação de uma loja virtual. Andrade não divulga dados de investimento inicial, faturamento e lucro, mas afirma vender de 250 a 300 peças por mês. Ela também participa de congressos de biologia, veterinária e zootecnia. Com esses eventos, as vendas sobem para cerca de 1.000 peças por mês, segundo ela.

Em dezembro do ano passado, a empresária adquiriu um quiosque da marca Ring Lovers, de bijuterias, no shopping Market Place, em São Paulo. Passou a vender os produtos Zoojóias também no local e diz que pretende expandir o modelo de negócio.

"Pretendemos abrir novas unidades, dando mais destaque para a marca Zoojóias dentro do quiosque. Não quisemos mudar o nome neste primeiro momento porque a marca Ring Lovers é mais conhecida e vende bem", afirma.

Com a compra do quiosque, a empresária precisou terceirizar a parte de acabamento das peças. Antes, todo o processo era feito por ela e pelo marido e sócio, Higor Ferreira.

Desafio é fortalecer a marca, diz consultora

A consultora do Sebrae-SP (Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa de São Paulo) Ariadne Terrado Mecate diz que a empresa acerta ao apostar no nicho de amantes de animais. "O ramo de semijoias é concorrido, ela precisava se diferenciar. O mercado pet é uma boa aposta porque é altamente emocional. Hoje, os bichinhos são tratados como membros da família."

Ela diz que o desafio da empresa, no entanto, é fortalecer a marca, o que pode ser feito por meio da criação de um site institucional, do redesenho de embalagens e de destaque em pontos de venda. Segundo a consultora, participar de grupos de amantes de bichos nas redes sociais ajuda a aproximar a marca de seu público e facilita a identificação de tendências para a criação de novos produtos. 

Para Mecate, terceirizar parte da produção é uma boa saída para o momento de crescimento da empresa, assim como a adoção de representantes comerciais, para aumentar a escala do negócio.

Onde encontrar:

Zoojóias: www.zoojoias.com.br

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