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Sem glúten e lactose, chips de mandioca e batata-doce faturam R$ 2 milhões

Larissa Coldibeli

Colaboração para o UOL, em São Paulo

O administrador Felipe Dorf, 33, era dono de um restaurante em São Paulo quando descobriu ter intolerância à lactose, ao milho e ao trigo. Isso o motivou a mudar de ramo e a fundar a Roots to Go, fabricante de snacks saudáveis que faturou R$ 2 milhões em 2015.

Nos cinco primeiros meses de 2016, a empresa já atingiu esse faturamento e espera chegar a R$ 8 milhões até o final do ano. O lucro não foi divulgado.

A Roots to Go produz chips de mandioca, batata-doce, beterraba e cará. Os produtos são vendidos em grandes redes de supermercados, lojas de conveniência e de produtos naturais no Brasil e também exportados para os EUA e Israel. Os preços sugeridos são R$ 5,99 (embalagem de 45 g) e R$ 9,99 (100 g).

"Não usamos transgênicos como matéria-prima, usamos sal light para ter baixo teor de sódio, os produtos não contêm glúten nem lactose e são ricos em fibras. Nossa batata-doce possui dez vezes mais vitamina A do que a comum, porque a muda é fortificada", afirma Dorf.

Apesar do apelo saudável, os chips são fritos.

Começou vendendo para os EUA

O negócio começou em 2013, exportando o produto para uma marca americana. Decidido a apostar no mercado interno, Dorf convidou os amigos Jonathan Grin e David Sinder para estruturar a empresa e lançar marca própria no Brasil, em maio de 2014.

No mesmo ano, investiram em fazendas para plantio da matéria-prima. "Antes, comprávamos de vários fornecedores, o que trazia alguns problemas, como oscilação de preço e de qualidade. Agora conseguimos controlar a qualidade", declara o empresário.

Até agora, foram aplicados R$ 2 milhões de capital próprio na empresa, segundo Dorf.

Novos sócios são de empresa de açaí

Em julho de 2015, a empresa ganhou novos sócios, os empresários Fabio Schop, Marcelo Cesana e Rogério de Oliveira, da Frooty Açaí. "Isso facilitou a entrada em novos pontos de venda", diz Dorf.

Atualmente, cerca de 30% da produção mensal de 90 toneladas é destinada a exportação para EUA e Israel. A empresa tem projetos para exportar também para Austrália, Canadá, Japão e Europa. A meta é que o volume exportado chegue a 50% em dois anos.

"Apesar de estarmos voltados à exportação, estamos bem contentes com o desempenho no Brasil. Mesmo com a crise, as pessoas não abrem mão de hábitos saudáveis, elas cortam outros gastos", declara o empresário.

É fácil surgirem cópias, diz professor

Para Alberto Ajzental, professor de estratégia de negócios da FGV (Fundação Getúlio Vargas), a empresa acerta ao apostar em um nicho mal atendido, o de snacks saudáveis. Em tempos de moeda desvalorizada, exportar também é uma boa estratégia, segundo ele. "Principalmente focando em produtos diferenciados, típicos do Brasil, como a mandioca."

No entanto, ele afirma que a medida em que a empresa começar a crescer, a concorrência também deve se acirrar. "É um mercado com baixa barreira de entrada, que não é protegido por patentes nem exige conhecimento específico para operar", diz. 

Onde encontrar:

Roots to Go: www.rootstogo.com.br

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