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Começou com R$ 200 e 10 biquínis; hoje vende via WhatsApp e lucra R$ 18 mil

Michelle Aisenberg

Colaboração para o UOL, em São Paulo

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    Peça fabricada pela empresa Flor do Caribe; os preços variam entre R$ 120 e R$ 180

    Peça fabricada pela empresa Flor do Caribe; os preços variam entre R$ 120 e R$ 180

WhatsApp é ferramenta de trabalho para a empreendedora Thiara Farias, 25. Ela decidiu trabalhar por conta própria após ser demitida da loja onde trabalhava, em 2011, e encontrou no aplicativo um aliado para "bombar" o negócio. 

Com um investimento inicial de R$ 200, Farias contratou uma costureira para fazer dez biquínis, que ela mesmo havia desenhado. Vendeu tudo em menos de um mês. Assim nascia a Flor do Caribe. No começo, as peças eram divulgadas e vendidas apenas via Facebook. 

O negócio ganhou força dois anos depois, quando a empresária começou a publicar fotos dos produtos no Instagram e a usar o WhatsApp para vender e se relacionar com os clientes. 

Divulguei o número do meu telefone e comecei a receber mensagens de vários lugares do Brasil.

Dois funcionários e lucro de R$ 18 mil por mês

A estrutura da empresa aumentou para dar conta dos pedidos. "Contratei duas pessoas, cada uma com um número de telefone. Elas trabalham das 9h às 18h conectadas aos clientes via aplicativo", diz.

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Modelos vestem biquínis e maiôs da marca criada por Thiara Farias

Para ela, o fato de o aplicativo ser fácil de usar e estar presente no dia a dia das pessoas contribuiu para o sucesso das vendas. "Até quem não sabe usar a internet ou tem medo de comprar online se sente mais seguro, pela possibilidade de trocar mensagem com nossos vendedores."

A empresa vende por atacado e varejo para clientes no Brasil e também no Caribe, em Portugal, Suíça e Itália. As peças variam entre R$ 120 e R$ 180 e são enviadas pelos Correios.

Hoje em dia, o negócio tem um faturamento médio mensal de R$ 25 mil e lucro de R$ 18 mil.

Mãe fora do mercado decide vender bijuterias

Outra empreendedora que encontrou no WhatsApp um aliado para o negócio próprio foi Ana Securato, 37.

As bijuterias que usava faziam sucesso entre suas amigas. Em 2014, ela comprou R$ 10 mil em peças e começou a Dolcevitashop. Abriu uma conta no Instagram com fotos das bijuterias e começou a enviar mensagens de WhatsApp para as amigas. O retorno, segundo ela, foi inesperado.

Em menos de um mês eu já tinha vendido tudo e recuperado a quantia inicial, usando apenas o aplicativo.

Recuperou o investimento em menos de 30 dias. Atualmente, tem faturamento médio de R$ 12 mil por mês e lucro de R$ 7.000.

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A empresária Ana Securato vende brincos e pulseiras via WhatsApp

Fora do mercado desde que virou mãe, há sete anos, a empresária pensava em encontrar uma nova fonte de renda, mas não queria abrir mão do tempo com a filha. "Com o WhatsApp, eu tenho horário flexível e posso trabalhar de qualquer lugar, em qualquer horário, e continuar cuidando da minha filha", afirma.

Não confundir informalidade com falta de profissionalismo

O consultor de marketing do Sebrae Hugo Hoch diz que as novas mídias, como o WhatsApp, permitem fazer o marketing um a um e isso tem modificado o hábito de consumo das pessoas e gerado uma nova tendência de mercado.

Segundo ele, o aplicativo de troca de mensagens é uma excelente ferramenta para fazer negócios.

O diálogo próximo com o cliente traz o benefício da empatia e a possibilidade de conhecer profundamente o consumidor e oferecer o produto certo para ele.

Ele afirma, no entanto, que o empreendedor não pode confundir informalidade com falta de profissionalismo.

"É importante manter, durante a troca de mensagens, uma postura correta, respeitando o bom português. Caso contrário, o negócio pode perder a credibilidade."

Onde encontrar:

www.biquinisflordocaribe.com.br/ 

www.dolcevitashop.com.br

Especialista explica como empreender sem medo

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