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Quer abrir uma franquia em 2017? Consultor lista 6 sugestões de negócios

Márcia Rodrigues

Colaboração para o UOL, em São Paulo

A crise econômica deve manter o clima de insegurança e de baixos investimentos, em 2017, segundo especialistas em franquias ouvidos pelo UOL.

Para eles, todos os setores devem continuar sentindo os efeitos da recessão, mas seis áreas prometem atingir um bom desempenho: alimentação, beleza e cosméticos, educação, manutenção automotiva, serviços de limpeza e lavanderia e conserto de roupas.

Luis Stockler, diretor da consultoria especializada em franquias BaStockler, e Marcelo Cherto, presidente da consultoria de franquias Grupo Cherto, listam as principais tendências de franquias em 2017.

Alimentação

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Ambos afirmam que o segmento de alimentação deve ter um bom desempenho em 2017. Segundo Stockler, por falta de tempo, as pessoas comem fora ou levam comida pronta para comer em casa.

Ele diz que não há uma única área do setor que mereça destaque. "Todas devem ter bons desempenho. Empresas que entregam comida, rotisseria, fast food e, principalmente, as empresas que vendem comida saudável são boas opções."

Beleza e cosméticos

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Mesmo em tempos de crise, a população não deixa de pensar na aparência, de acordo com Cherto.

"As vendas do setor de cosméticos e de tratamentos estéticos também devem continuar em alta. Claro que as pessoas vão procurar produtos e serviços mais baratos, que caibam no seu orçamento, mas vão continuar se cuidando", afirma o especialista. 

Cursos e treinamentos

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A busca por uma qualificação para manter ou conquistar um novo emprego fará com que muitos brasileiros busquem cursos em escolas profissionalizantes, segundo Cherto. 

"As pessoas estão preocupadas com a empregabilidade. Uns querem manter o seu emprego e outros querem um recolocação profissional. Uma das opções para melhorar o currículo é a procura por cursos rápidos. Por isso que o mercado deve se manter aquecido." 

Manutenção automotiva

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Com a insegurança gerada pela economia instável, as pessoas estão adiando a compra de carros novos. Tanto que a venda de veículos caiu 20%, em 2016. Com isso, o setor de manutenção de veículos deve se manter aquecido, segundo Stockler. 

"As pessoas vão continuar optando por consertar o seu veículo em vez de comprar um novo e assumir uma dívida alta."

O especialista também afirma que as áreas de acessórios e de estética automotiva devem ser favorecidas com a crise. "Não dá para comprar um carro novo, mas é possível fazer pequenos reparos para deixar o veículo mais bonito ou trocar o som por um mais potente, por exemplo."

Serviço de limpeza e lavanderia

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Com a lei das domésticas, que trouxe mais benefícios à categoria, contratar um trabalhador ficou mais caro. Por isso, as redes que oferecem serviços como limpeza e lavanderia viram a demanda aumentar nos últimos anos, segundo os especialistas. E o resultado deve ser mantido neste ano.

"Ficou muito mais caro manter um trabalhador doméstico em casa. As redes especializadas oferecem o mesmo serviço sem que o cliente corra o risco de ser acionado na Justiça, por não pagar os direitos ao trabalhador, por exemplo, por um custo relativamente mais baixo."

Stockler afirma que o número de unidades dessas franquias vem crescendo bastante e atingindo bons resultados.

Conserto de roupas

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As redes que oferecem conserto em roupas começaram a ganhar espaço no ano passado e devem manter a sua ascensão neste ano, de acordo com Stockler. O movimento é o mesmo que vem acontecendo com a manutenção de veículos.

"Muita gente está preferindo fazer pequenos reparos nas roupas em vez de renovar o guarda-roupa. Antes, se a gola da camisa estava desgastada, ela era simplesmente substituída por outra. Hoje se busca uma alternativa com a costureira para trocar a gola", afirma o especialista.

Cuidado com franquias da moda

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No ano passado, até por conta da crise, não houve a criação de franquias da moda, segundo Stockler. No entanto, ele afirma que, assim como ocorreu com as franquias de cupcake, frozen e paleterias, é preciso ter atenção antes de fechar negócio com uma franquia que oferece um produto que é novidade.
 
O especialista também recomenda que o empreendedor avalie vários aspectos que envolvam o produto ou serviço que será oferecido, antes de fechar o negócio. Ele cita como exemplo o ramo de bijuterias. 
 
"A rede Biju Bijoux reduziu muito a sua atuação de um ano para cá depois da valorização do dólar. A rede tinha como foco o comércio de bijuterias importadas e, com a alta da moeda americana, o custo do produto ficou muito alto. A rede Accessorize também está encerrando suas operações no Brasil por conta disso."

CONSULTORES DÃO DICAS PARA ESCOLHER UMA FRANQUIA

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