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Ela fatura vendendo capa para sapato para quem quer variar cores e estampas

Márcia Rodrigues

Colaboração para o UOL, em São Paulo

Depois de assistir a um vídeo de uma norte-americana colocando uma capa em seu sapato, a costureira Kamila Pádua, 28, viu uma oportunidade de negócio. Começou a tentar criar o molde e conseguiu confeccionar os primeiros modelos três meses depois.

Nesse meio tempo, ela diz que postou o vídeo no Facebook e muitas pessoas demonstraram interesse em comprar o produto. "Eu falei que estava tentando reproduzir e sugeri que quem tivesse interesse me procurasse. Consegui 200 pedidos só com esse aviso", diz.

Em outubro de 2015, ela criou a Cover Shoes, em Aparecida de Goiânia (GO), e começou a vender as capas pelo perfil do Facebook e pelo site da empresa.

Kit com 50 pares custa R$ 995

Alguns meses depois, a empresa formou uma rede de revendedoras. Atualmente, são 500 em todo o país.

Cada revendedora compra um kit com 50 pares de capas, mais material de apoio (vídeos com dicas de vendas, gestão do negócio etc.) e loja virtual. O pacote custa R$ 995.

"Elas divulgam a sua loja no Facebook e por outros meios que acharem melhor", diz Pádua. A empresária fica com 30% de comissão de cada compra feita pelas revendedoras.

Capas custam a partir de R$ 29

As capas custam a partir de R$ 29, dependendo do Estado, e são feitas para cinco tipos diferentes de sapatos: sapatilha, meia-pata, scarpin de bico fino, sapato de salto grosso e sapato de salto baixo e bico fino. O meia-pata é o mais pedido, segundo a empresária. Quanto à cor, não há uma preferida, diz ela.

Segundo a empresária, seu público-alvo são as classes C e D. Por mês, a rede vende cerca de 5.000 peças.

Esse público quer ficar na moda, mas não pode comprar sapatos o tempo todo, ainda mais com a crise. Então, as clientes perceberam que podem diversificar sem gastar muito.

Franquia e quiosques em shoppings

A empresária não revela faturamento nem lucro, e diz que a expectativa é de um crescimento de 50% neste ano, na comparação com o anterior.

Pádua afirma que pretende abrir franquia no segundo semestre deste ano para começar a oferecer o produto também em lojas físicas. "Nossa ideia é abrir quiosques nos shoppings."

Modelo deve ser testado antes de abrir franquia

Mesmo que a empresária tenha atingido bons números com as vendas online, é arriscado abrir loja física e já comercializar franquia antes para testar o modelo, segundo Bruno Zamith de Souza, consultor do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo).

"Ela precisa testar o negócio, até mesmo para diminuir os riscos de dar errado. Não dá para comercializar franquia antes de passar por essa experiência."

Produto tem boa aceitação

Zamith também afirma que o produto tem grande potencial. "Ela está atingindo um público que gosta de sapatos, mas que não pode gastar muito. O próximo passo agora é diversificar as opções. Uma ideia seria estudar o que cada região do país usa e regionalizar o produto."

O consultor, no entanto, faz um alerta para o fato de a empresária trabalhar com o mesmo percentual de comissão para as revendedoras de todo o país.

"Isso pode ser um ponto frágil do negócio. Já que o preço varia de Estado para Estado por conta da tributação e outros gastos diferentes, o percentual de comissão também deveria variar para garantir a lucratividade do negócio."

Onde encontrar

Cover Shoes - http://covershoesbr.com/

Sapatos com saltos alteráveis

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