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Empresária usa sobra de sua cafeteria e faz sabonete esfoliante com borra

Márcia Rodrigues

Colaboração para o UOL, em São Paulo

Preocupada em dar um destino sustentável à borra do café descartada na sua loja Barista Coffee Bar, a empresária Estela Cotes, 31, de Curitiba (PR), resolveu usar o material para criar um sabonete esfoliante. Firmou parceria com a L'Odorat - Saboaria e Cosmética Artesanal, de Jaraguá do Sul (SC), em fevereiro e, neste mês, lançou o produto.

O sabonete é feito com produtos naturais como glicerina, água, óleos essenciais, entre outros. A borra do café é colocada na composição para atuar unicamente como esfoliante, segundo Cotes.  Ela afirma, também, que para ser utilizada na produção, a borra passa, apenas, por um processo de secagem. 

O produto custa R$ 18 e tem como público-alvo as classes A e B. Cotes diz que o negócio não exigiu investimento. "Entregamos a borra do café para a L'Odorat, que produz o sabonete de forma artesanal, e compramos para vender no site e na loja."

Amigas usavam borra do café para fazer esfoliação

A ideia de criar o esfoliante, segundo ela, veio da conversa com algumas amigas. "Elas pediam a borra do café do nosso estabelecimento para fazer esfoliação na pele e sempre elogiavam o resultado. Daí eu tive a ideia de reaproveitar o material, já que eu não conseguia fazer compostagem com ele."

Com um quilo de borra de café, é possível produzir 90 unidades de 100 gramas de sabonete. Para fazer o primeiro lote, foram enviados cinco quilos do material. "Começamos com sabonete, mas vamos ampliar a linha com máscara e hidratante."Os novos produtos estão em fase de desenvolvimento.

Empresa vende grãos moídos

Cotes e o marido e sócio, Leo Moço, são donos do Grupo Café do Moço, que engloba o Barista Coffee Bar.  O Grupo foi criado em 2009 e é responsável por moer e torrar café selecionado, colhido por pequenos produtores de Curitiba. Inicialmente, os produtos eram vendidos exclusivamente pela internet para todo o Brasil.

Somente em janeiro de 2014, com a entrada de Cotes na sociedade, foi criado o Barista Coffee Bar e a empresa passou a servir café e vender os grãos na loja física. Por mês são produzidos de 600 a 700 kg de grãos. A empresa não revela faturamento nem lucro, mas espera um incremento de 5% a 10% no faturamento com o cosmético.

Atualmente a empresa revende pacotes de 250 g e de 2,5 kg de edições especiais de café. O mais barato e o mais vendido é o Blend Red Food, que custa R$ 17,50 (pacote com 250 g). O mais caro é o Curitibanus, que sai por R$ 50 (pacote com 250 g).

Inovação e sustentabilidade tornam negócio atraente

Para Cássia Godinho, consultora do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), o produto traz dois apelos fortes: inovação e sustentabilidade. "Ele está alinhado a uma tendência mundial que é reduzir, reutilizar e reciclar. Eles reaproveitam um produto e diminuem seu impacto no meio ambiente. Isso é muito positivo."

Godinho afirma, no entanto, que qualquer parceria deve ser muito bem estudada antes de firmada. "As duas empresas precisam ter um padrão similar de qualidade e atender o mesmo público para o negócio ser benéfico para ambas."

Onde encontrar

Café do Moço - www.cafedomoco.com.br
 

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