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Empresas aproveitam moda do temaki no copo e fazem até mistura com acarajé

Márcia Rodrigues

Colaboração para o UOL, em São Paulo

Depois das saladas, bolos e coxinhas servidas em potes, chegou a vez do temaki, iguaria japonesa que, normalmente, é enrolada em nori (folha de alga), começar a ser vendida em potes e copos.

Em São Paulo, o empresário André Cardoso da Silva, 30, criou o Potemaki, em junho de 2016, e começou a vender temaki, yakisoba e ceviche em potes de 290 g. Em Maceió (AL), o empresário Ronnaldo Fernandes Costa Filho, 33, dono do Temaki 10, iniciou a venda de temaki em copo no mês passado. Além disso, acabou de lançar um versão que mistura temaki com acarajé, o "acaramaki".

Outras empresas paulistas também oferecem um produto parecido, que virou moda: Mr. Poke, Hi Pokee e Poke Poke. Elas fazem o poke, tradicional prato havaiano que leva cubos de peixe e arroz (sem alga).

Trailer vende fora da capital de São Paulo

A Potemaki iniciou as suas atividades com uma food bike, na capital paulista. Em janeiro desde ano, Silva e o sócio, Severino Salusiano, 40, aposentaram a bicicleta e começaram a vender os seus produtos em um trailer no Vale do Ribeira, localizado no sul do Estado de São Paulo e norte do Estado do Paraná.

As pessoas desconfiavam da qualidade dos peixes quando vendíamos na bike. Elas achavam que a comida poderia estragar. Também resolvemos mudar de região porque a concorrência na capital é grande. Para não ter problemas com prefeituras, nós fechamos parceria com espaços privados e vendemos nossos produtos em locais fechados e eventos

Os produtos mais baratos comercializados pela empresa são o temaki de salmão com cream cheese e de shimeji (tradicional e no copo) e o yakisoba, que custam R$ 16. Os pratos servidos nos potes pesam 290 g, e o temaki tradicional pesa 200 g. No temaki no pote, colocamos mais arroz, por isso o preço é o mesmo

O item mais caro do cardápio é o temaki hot, feito com salmão, cream cheese e cebolinha, e servido quente. Ele sai por R$ 18. Silva diz que, por mês, fatura de R$ 7.000 a R$ 10 mil, dependendo da quantidade de eventos que participa. Ele não revela o lucro. O investimento no negócio, até agora, foi de R$ 9.000.

Empresário vende até 200 copos de temaki por dia

Costa Filho comprou o restaurante Temaki 10, em Maceió, em fevereiro de 2016. Este ano, resolveu apresentar novidades para a clientela, criando o temaki no copo e o acaramaki, que imita o acarajé. Ele diz que, por dia, são vendidos entre 150 e 200 temakis no copo, e de 80 a 100 do tradicional.

O acaramaki foi lançado há duas semanas. Ele é feito com bolinho de arroz empanado, frito no azeite de dendê e recebe o mesmo recheio do temaki. O empresário diz que, com os dois produtos, o movimento diário cresceu 60%. Por dia, são vendidos entre 30 e 50 acaramakis. Entre os sabores de ambos, estão: atum, peixe branco, polvo, salmão e camarão.

O temaki no copo e o tradicional têm o mesmo preço. A única diferença é que o tradicional é oferecido apenas em um tamanho, enquanto o outro é servido em copos de 200 ml, 300 ml e 400 ml. O temaki enrolado na alga segue o preço do temaki no copo de 300 ml

O produto mais barato do restaurante é o de salmão grelhado R$ 9,50 (copo de 200 ml), R$ 14,90 (copo de 300 ml e o temaki  tradicional) e R$ 18,90 (copo de 400 ml). O mais caro é o de camarão pré-cozido com cream cheese, que custa R$ 27,90 (copo de 400 ml), R$ 23,90 (copo de 300 ml e o temaki com nori) e R$ 17,90 (copo com 200 ml).

O acaramaki pesa 180 g (sem recheio) e 300 g (com recheio). O mais barato é o de salmão grelado (R$ 9,50) e o mais caro (R$ 17,90) é o de camarão pré-cozido com cream cheese.

O empresário não revela o valor do investimento inicial, faturamento nem lucro do negócio. Ele afirma, no entanto, que está formatando o restaurante para virar franquia e espera começar a comercializar unidades a partir do segundo semestre.

Temaki no copo é mais fácil para transportar e é tendência

Para a Juliana Berbert, consultora do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), servir comida em pote é uma tendência mundial. No caso das comidas com peixe servido em pedaços, conhecidos como pokes, ela diz que estão ganhando cada vez mais espaço.

O brasileiro quer facilidade na hora de se alimentar. Todo produto que traz praticidade para comer ou transportar segue uma demanda de mercado e pode ter um bom resultado

Berbert afirma, no entanto, que servir comida num copo de plástico, no caso da Temaki 10, pode causar uma certa rejeição. "O pote [como o do Potemaki] tem uma aparência melhor, e não são todas as pessoas que aceitam comer no copo de plástico. Imagino que o empresário sentiu a necessidade de popularizar o temaki e tinha um público cativo para consumi-lo dessa forma."

A especialista também diz que ainda é muito cedo para o empresário da Temaki 10 vender franquia. "É normal, quando um produto chega ao mercado, que as vendas sejam altas no início por causa da curiosidade que ele desperta, mas isso não quer dizer que o sucesso será mantido. Ele precisa testar bem o negócio antes de vendê-lo."

Onde encontrar:

Potemaki - https://www.facebook.com/foodbikepotemaki/

Temaki 10 - https://www.facebook.com/meutemaki10/

'Vendedora' prepara temaki com saliva e arruma confusão

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