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Empresa quer ser Airbnb de garagem e armazém para guardar carros e móveis

Larissa Coldibeli

Colaboração para o UOL, em São Paulo

  • Divulgação

    Marlon Pascoal (à esq.) e João Paulo Albuquerque, sócios da start-up Cabemcasa

    Marlon Pascoal (à esq.) e João Paulo Albuquerque, sócios da start-up Cabemcasa

Ao precisar de um lugar para guardar mesas e cadeiras durante a reforma do seu bar, em Londrina (PR), o administrador João Paulo Albuquerque, 30, identificou outra oportunidade de negócio: fazer com que as pessoas alugassem seus espaços vazios em casa como depósito ou garagem para quem precisa.

Assim nasceu a ideia da start-up Cabemcasa, um Airbnb de guarda-volumes e garagens, lançada há um mês. O Airbnb é um serviço de aluguel de apartamentos de temporada entre particulares. A ideia da Cabemcasa é guardar itens como móveis, carros, motos aquáticas e até barcos.

"Durante a reforma do bar, vi várias casas na mesma rua com quintais grandes e aluguei o espaço em uma delas para guardar a mobília durante o período da reforma. Vi outra situação de uma pessoa que precisava de garagem, mas o dono da vaga não queria alugar porque tinha vergonha de cobrar depois, então pensei numa solução que juntasse a oferta e o pagamento online", afirma.

O objetivo é otimizar o uso dos espaços urbanos, oferecendo espaços para locação mais próximos e por preços mais em conta que um self storage convencional (armazéns profissionais). Ele se uniu ao amigo desenvolvedor Marlon Pascoal, 28, para executar a ideia. O investimento inicial foi de R$ 70 mil.

Anúncio é grátis e empresa ganha comissão sobre o aluguel

Para disponibilizar um espaço na Cabemcasa e se tornar o que a empresa denomina "guardião", é necessário adicionar uma descrição do cômodo – incluindo suas dimensões –, apontar por quanto tempo estará disponível e estabelecer o valor da locação.

Quem busca um espaço pode escolher o que melhor atende às suas necessidades, informar por quanto tempo precisará e fazer o pagamento no próprio site. Caso o aluguel se estenda por mais tempo, a cobrança será feita mensalmente. Não é preciso pagar o valor total da locação no ato.

O anúncio do espaço é grátis. A empresa cobra uma taxa de 20% sobre o valor recebido com a locação. O site está recebendo cadastro de espaços em todo o Brasil e vai disponibilizar um ranking com as avaliações dos usuários sobre os espaços e guardiões. Por ser um negócio novo, ainda não está faturando.

"Estamos em busca de parceria com seguradoras para que os usuários sintam mais confiança. Mas, enquanto isso, os guardiões é que têm responsabilidade sobre o que estão guardando", afirma Albuquerque.

Desafio é mudar a cultura e passar confiança

Para Dante Lopes, especialista em educação empreendedora e desenvolvimento de negócios da consultoria Empreendi na Rede, o negócio segue a tendência da economia compartilhada, com prestação de serviços entre pessoas físicas. Ele diz, porém, que o desafio é mudar a cultura das pessoas.

"Os latinoamericanos, em geral, são mais desconfiados, os usuários podem se questionar se quem está guardando não vai usar o item enquanto ele estiver guardado. Seria interessante eles fornecerem orientações para quem vai guardar sobre como proceder da melhor maneira. "

Ele diz também que a empresa deveria evitar comparações com o Airbnb para valorizar a própria marca. Além disso, segundo Lopes, começar a atuar já visando o mercado nacional pode ser um risco. "A empresa é nova, o modelo precisa ser validado. Eles deveriam focar energia numa área menor", declara.

Onde encontrar:

Cabemcasa: www.cabemcasa.com.br

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