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Self service de jabuticaba à vontade no pé por R$ 30 acaba no dia 15

Colaboração para o UOL, em Brasília

Quem quiser comer jabuticaba no pé e à vontade por um preço único tem até o 15 deste mês. A Fazenda e Vinícola Jabuticabal, no distrito de Nova Fátima, em Hidrolândia (GO), oferece o serviço.

São 42 mil jabuticabeiras no sistema "coma o quanto puder". O self service à vontade custa R$ 30 (adulto) e R$ 15 (criança). Se o visitante quiser levar a fruta para viagem, paga o preço de R$ 7 o quilo. O faturamento e o lucro do ano passado não foram revelados.

A cada fim de semana, 2.000 pessoas, em média, visitam o local. A visitação ocorre diariamente, das 8h às 18h.

O local tem restaurante e loja de conveniência, onde são vendidos produtos derivados da fruta, como vinhos de jabuticaba, cosméticos, geleias, licores e outros.

O casal Maria da Luz e Antonio Batista da Silva, proprietário do local, não revela o investimento inicial. Diz que investe no local desde a década de 1960, quando iniciou o período anual de visitação às jabuticabeiras.

Na década de 1990, as visitas foram intensificadas, quando Paulo Antonio Silva, 49, um dos 11 filhos do casal, teve a ideia de ampliar o negócio. Fundou a vinícola e passou a produzir derivados da fruta.

Plantou jabuticabeiras nos anos 1940

Nos anos 1940, o casal decidiu plantar pés de jabuticabas após notar que a fruta "vendia bem nas feiras e quitandas" de Goiânia (GO).

Meu pai acreditava que Goiânia poderia se tornar a capital do país. Então, resolveu plantar jabuticaba na nossa fazenda em Hidrolândia, pois sendo capital do país atrairia muita gente, e ele venderia mais frutas.

Paulo Antonio Silva, dono da empresa

Goiânia não se tornou capital do Brasil, mas a plantação de jabuticabas cresceu. Vinte anos depois, Antonio, 91, transformou a jabuticaba em produto principal da sua fazenda, diz o filho.

Estar sempre antenado com novas tecnologias

Heleni Queiroz Riginos, coordenadora da carteira de Turismo Inteligente da Unidade de Atendimento Setorial Comércio e Serviços do Sebrae nacional, diz que o mau tempo pode prejudicar a empresa.

"Por outro lado, o tipo de negócio é favorável por causa do turismo. É um setor muito importante para a economia brasileira, e os destinos turísticos rurais estão inseridos nesse cenário, favorável a iniciativas inovadoras que atraiam consumidores interessados neste tipo de viagem e experiência", declara.

Dados do governo federal indicam que o turismo é a atividade do setor terciário que mais cresce no Brasil. Em 2016, movimentou R$ 530,5 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC).

Heleni afirma, no entanto, que a empresa precisa estar antenada para que as novas tecnologias "andem lado a lado com o negócio", principalmente para um perfil exigente de consumidores ligados em sites e redes sociais.

Em todo o mundo, as pessoas usam a tecnologia para fazer e facilitar escolhas. Por isso é necessário que os empreendedores se atualizem sempre para atender esses clientes

Heleni Queiroz Riginos, do Sebrae

Segundo Heleni, há pessoas que desistem das compras ou de ir a esses lugares pela falta de informação e sites bem atualizados. "É o comportamento do turista moderno, que planeja viagens pelo celular, fazendo pesquisas em sites e usando diversos aplicativos", afirma.

Onde encontrar:

Fazenda e Vinícola Jabuticabal - http://www.vinicolajabuticabal.com.br/

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