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Em um ano, 638 pessoas entraram no serviço público por cotas para negros

Do UOL, em São Paulo

Em um ano, 638 negros e pardos entraram no serviço público federal por meio de cotas em concursos públicos, segundo a Secretaria de Promoção de Políticas da Igualdade Racial. A secretaria analisou 26 editais entre setembro de 2014 e abril de 2015, com 4.177 vagas no total.

A lei de cotas começou a valer há um ano, em junho de 2014. Ela prevê que 20% das vagas em concursos públicos federais sejam destinadas a pessoas que se declarem negras ou pardas, usando a mesma metodologia do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Essa reserva, porém, só vale quando estejam disponíveis três ou mais vagas por cargo. Ou seja, em um concurso com duas vagas para administrador, duas vagas para advogado e três vagas para contador, a lei só vale para as vagas de contador.

É por isso, segundo a Secretaria, que o número de 638 pessoas que entraram nos concursos por cotas corresponde a 15,3% do total de 4.177 vagas oferecidas pelo governo federal, e não 20%.

Servidores negros representam 32,3% do total

De acordo com a Secretaria, a lei de cotas tenta reparar uma desigualdade no número de negros no serviço público.

Segundo o IBGE, 53% da população brasileira (106,7 milhões de pessoas) diz ser negra. No serviço público, de acordo com dados do Siape (Sistema Integrado de Administração de Recursos humanos), 32,3% dos servidores pesquisados são negros ou pardos. A quantidade de brancos em cargos com nível superior é três vezes maior que a de pretos e pardos. 

Jean Wyllys defende cotas raciais e sociais no Brasil

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