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Empregos e carreiras


Emprego na indústria cai 0,7% no mês; em 1 ano, cai 6,4%, 46ª queda seguida

Caio Guatelli/Folhapress
Imagem: Caio Guatelli/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

2015-09-18T09:05:18

2015-09-18T12:48:10

18/09/2015 09h05Atualizada em 18/09/2015 12h48

O emprego na indústria brasileira caiu 0,7% em julho, na comparação com junho, no sétimo mês seguido de queda. Quando comparado ao mesmo mês do ano passado, o recuo é maior: de 6,4%. É o 46º resultado negativo nesse tipo de comparação e o maior desde julho de 2009 (-6,7%).

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (18) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário.

No acumulado de janeiro a julho deste ano, o total de trabalhadores na indústria brasileira encolheu 5,4%. No acumulado de 12 meses encerrados em julho, o recuo foi de 4,9%, mantendo a trajetória de queda que começou em setembro de 2013.

Na pesquisa anterior, com dados de junho, a queda do emprego industrial tinha sido de 1%. 

Emprego caiu em 17 dos 18 ramos

Em julho, comparado ao mesmo mês do ano passado, foi registrada queda no emprego em 17 dos 18 ramos da indústria pesquisados.

As maiores foram em máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-15,1%), produtos de metal (-10,7%), outros produtos da indústria de transformação (-10,1%) e máquinas e equipamentos (-9,1%).

Número de horas pagas diminuiu 1,2%

O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria em julho diminuiu 1,2% em comparação com junho, quinto mês seguido de queda.

Em relação a julho de 2014, o recuo foi de 7,2%, na 26ª taxa negativa nesse tipo de confronto e a maior desde julho de 2009 (-7,3%). 

De janeiro a julho deste ano, a queda acumulada nas horas pagas foi de 6%; nos 12 meses até julho, de 5,5%.

Valor da folha de pagamento cai 1,8%

O valor da folha de pagamento real (descontada a inflação) caiu 1,8% em julho na comparação com o mês anterior, perdendo, assim, o ganho de junho, que tinha sido de 1,3%.

Em relação a julho de 2014, o valor da folha recuou 7%, na 14ª queda seguida nesse tipo de confronto. 

Em 2015, até julho, o valor da folha caiu 6,3%. Nos 12 meses até julho, a queda foi de 5%, maior taxa negativa desde outubro de 2003, quando foi de 5,2%.

Julho teve aumento do desemprego e corte de vagas

Em julho, o desemprego no país chegou a 7,5%, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada pelo IBGE no mês passado. A taxa foi a maior para o mês desde 2009. 

De acordo com o Ministério do Trabalho, 157.905 vagas de trabalho com carteira assinada foram cortadas em julho, outro recorde para o mês, que registrou o pior resultado desde 1992.

Como forma de conter as demissões, empresas de setores em crise têm adotado o PPE (Programa de Proteção ao Emprego). A Mercedes-Benz adotou o plano, e os trabalhadores da Volkswagen aprovaram a medida.

O PPE foi criado pelo governo e permite que empresas diminuam temporariamente a jornada de trabalho e os salários em até 30%. 

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