Jovem endividado paga luz num mês e água no outro

Anne Dias

  • Arquivo pessoal

    Alexandro Linhares está com dívidas

    Alexandro Linhares está com dívidas

O analista de sistemas Alexandro Linhares, de Campo Mourão (PR), tem apenas 24 anos e está no vermelho. Não é muito dinheiro, algo em torno de R$ 1.000. "Mas sou todo certinho, e essa dívida está tirando meu sono", diz Linhares.

Além do trabalho em uma empresa de informática, Linhares também dá aula à noite. Sua renda mensal gira em torno de R$ 1.200.

Mas a crise financeira começou quando a empresa onde ele trabalha fez uma proposta. Ele deixaria de ter um salário fixo para ganhar por volume de serviço. Aparentemente, seria uma boa alternativa para ambos os lados.

Acontece que o serviço minguou e derrubou o salário do moço, que agora ganha por volta de R$ 700. "E vai levar uns seis meses para meu salário melhorar", diz Linhares.

 

Quando percebeu que sua renda ia cair, ele correu para renegociar o financiamento que havia feito para pagar a faculdade.

Mas a parcela do consórcio da moto não teve a mesma sorte. Assim como as contas da casa. "Em um mês, eu deixo de pagar a água, no outro, a luz. Vou intercalando para não ficar sem uma delas", diz Linhares.

As contas nas lojas de roupa e sapato também estão atrasadas.

Linhares tem esperança. Quer fazer um novo financiamento para abrir uma pequena confecção para a mãe. "Não tenho tempo para trabalhar mais", diz ele.

Mas uma pequena empresa também é algo bastante arriscado. E, mesmo quando dá certo, pode levar meses para os sócios terem pró-labore. "Mas essa é minha única saída. Vou ter de arriscar", afirma Linhares.

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