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Especialistas dão 12 dicas para usar o cartão de crédito a seu favor

Sophia Camargo

Do UOL, em São Paulo

  • Getty Images/iStockphoto

O endividamento com cartão de crédito é um dos principais perigos do orçamento doméstico, já que as taxas para uso do crédito rotativo do cartão atingiram em média 241,61% ao ano, segundo levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) em setembro.

Mas será que o cartão é apenas um vilão ou pode ser também um aliado do orçamento doméstico?

"O cartão de crédito é apenas uma ferramenta, um meio de pagamento. Para quem sabe como usar, pode ser um grande aliado", diz Oswaldo Sena, planejador financeiro certificado pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF).

O cartão de crédito pode ser usado para concentrar os gastos realizados durante o mês em uma só conta, possibilitando um melhor controle dos gastos, já que a fatura vem bem detalhada.

O cartão também possibilita a compra de um bem mais caro, adiando o pagamento para a data em que há dinheiro para pagar.

Tem, ainda, a vantagem de oferecer até 40 dias para pagar e benefícios como descontos em programas culturais e pontos em programas de prêmios (incluindo passagens aéreas).

Dívida pode dobrar em seis meses

Tudo isso só será vantagem, porém, se o consumidor tiver controle sobre seus gastos e nunca comprar além do que pode pagar quando chegar a fatura do cartão. "Lembre-se de que pagar juros é perder dinheiro", afirma o planejador financeiro pessoal Rogério Nakata.

"O grande perigo é que se a dívida não for paga em dia, ela pode dobrar em seis meses", afirma Sena, do IBCPF.

Ricardo Pereira, do site Dinheirama, afirma que o cartão de crédito não deve ser usado para emprestar dinheiro. "Para isso, é melhor usar outras fontes de crédito, como empréstimo consignado ou pessoal", diz.

12 maneiras de usar bem o cartão de crédito
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    Antes de usar, faça o planejamento financeiro
    Programe-se para saber quanto pode gastar no cartão de forma a ter dinheiro para pagar a fatura cheia na data do vencimento Foto: Thinkstock
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    Anote as despesas
    Anote todas as despesas realizadas com o cartão de crédito para que saiba onde e com que mais gastou Foto: Thinkstock
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    Use como instrumento de controle
    O extrato detalhado do cartão pode ser usado como um instrumento de controle para avaliar para onde o dinheiro vai. Lembre-se de que não são gastos "com" cartão, mas gastos "no" cartão, que é apenas um meio de pagamento, como dinheiro ou cheque Foto: Getty Images
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    Estabeleça o limite
    Tenha um limite inferior a 50% da sua receita líquida para não gastar mais do que que pode pagar Foto: Getty Images
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    Reduza o número de cartões
    Restrinja o número de cartões, respeitando o limite da renda. Ter muitos cartões pode fazer com que a pessoa se descontrole no orçamento, além do gasto adicional com anuidades Foto: Getty Images
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    Tenha datas diferentes de pagamento
    Se contar com dois cartões, aproveite para ter duas datas diferentes de pagamento, de preferência com uma diferença de 15 dias entre elas. Isso possibilita uma melhor administração do dinheiro Foto: Shutterstock
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    Evite fazer saques
    As tarifas cobradas para saques com cartão de crédito costumam ser elevadas Foto: Shutterstock
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    Não ande com cartão sem necessidade
    Programe-se para usar o cartão com planejamento. Para as despesas miúdas do dia a dia, prefira dinheiro, que dói mais gastar Foto: Thinkstock
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    Evite cartões de loja
    Algumas lojas só permitem o pagamento da fatura dentro da própria loja, o que pode incentivar mais consumo desnecessário Foto: Shutterstock
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    Negocie a anuidade
    Faça pesquisas sobre a anuidade antes de contratar com o cartão de crédito. Verifique se é possível eliminar este pagamento Foto: Shutterstock
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    Evite o rotativo
    O cartão de crédito não é uma renda extra. Pagar apenas o rotativo pode tornar a dívida impagável. Se tiver dificuldades para quitar a fatura, é melhor tomar dinheiro emprestado no crédito pessoal, pagar o cartão à vista e parcelar esse novo empréstimo, que tem juros mais baixos Foto: ThinkStock
Fonte: Oswaldo Sena, planejador financeiro certificado pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF); Ricardo Pereira, do site Dinheirama e Rogério Nakata, planejador financeiro pessoal

 

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