Quer investir em previdência privada para abater no IR? 6 pontos a avaliar

Luiz Guilherme Gerbelli

Colaboração para o UOL, de São Paulo

Quem investir em previdência privada até o fim deste ano pode pagar até 12% a menos no Imposto de Renda de 2018. Porém, esse benefício só vale para alguns casos e, na hora de escolher um plano de previdência, é preciso considerar outros fatores.

Veja abaixo seis pontos que você deve avaliar antes de tomar uma decisão.

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Tipo de plano

Há dois tipos de planos de previdência privada:

  • PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre);
  • VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).

O abatimento de até 12% sobre a renda tributável só vale para quem optar pelo PGBL. Além disso, é preciso fazer a declaração completa do IR --não vale usar o modelo simplificado. Lembre-se de que o IR será pago no futuro, no momento do resgate, incidindo sobre o total acumulado.

Quem optar pelo plano do tipo VGBL ou fizer a declaração do IR pelo modelo simplificado não vai aproveitar a dedução do imposto. 

Duração do investimento

O investimento em previdência privada é voltado para o longo prazo, ou seja, em nenhuma circunstância vale a pena sacar o dinheiro no curto prazo.

Se você não tem certeza se poderá deixar o dinheiro aplicado por tanto tempo, é melhor escolher outro tipo de investimento, como poupança, fundo de renda ou Tesouro Direto.

Regime de tributação

Há dois regimes de tributação: progressivo e regressivo.

Como escolher o melhor para o seu caso? Pense em quando planeja começar a usar os recursos da previdência, diz Rodrigo Assumpção, sócio do escritório de gestão de patrimônio familiar Ethos Investimentos.

No regime de tributação progressivo, há isenção de IR para valores até R$ 1.903,98 mensais. 

Se pretende resgatar em menos de quatro anos, prefira a tributação progressiva. Nessa situação, o IR máximo será de 27,5% para valores acima de R$ 4.664,68. Nesse caso, se optasse pela tributação regressiva, pagaria 35% de IR se resgatasse antes de dois anos, ou 30% de IR, se resgatasse entre dois e quatro anos.

Dessa forma, a tributação regressiva é melhor para quem conseguir deixar o dinheiro aplicado por mais de quatro anos. 

Declaração do IR completa ou simplificada

Antes de optar por um PGBL, é preciso verificar se é mais vantajoso fazer uma declaração de IR completa ou simplificada. O modelo completo é indicado para quem tem muitas despesas para deduzir, como gastos com plano de saúde, educação, dependentes etc. 

Na declaração simplificada, o desconto padrão na declaração deste ano foi de 20% sobre a base de cálculo, limitado a R$ 16.754,34. 

"Às vezes, a pessoa opta por uma declaração completa (para ter o desconto no IR), mas ela perde 20% que poderia deixar de pagar por causa do abatimento que seria possível numa declaração simplificada", afirma a professora de finanças do Insper Juliana Inhasz.

Taxas 

Além da incidência de Imposto de Renda, quem optar pelo plano de previdência deve levar em conta outros custos, como as taxas de administração e de carregamento. Essas taxas comem seu rendimento. Quanto menores, melhor. 

É preciso tentar negociar para pagar menos, segundo Inhasz. "Às vezes, os bancos costumam cobrar altas taxas de administração, mas, em tempo de crise, o investidor pode negociar condições melhores." 

Prazo para investir ainda neste ano

O dinheiro tem de cair na conta até 28 de dezembro. O tempo que o valor leva para cair na conta pode não ser imediato e varia conforme o banco. Então, se abrir uma conta ou fizer o aporte no dia 28, pode não dar tempo.

Para descontar no IR de 2018, é preciso que a aplicação tenha sido feita em 2017. Caso contrário, a diminuição do IR será só em 2019.

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