Vai comprar material escolar? Confira 10 dicas para economizar

Thâmara Kaoru

Do UOL, em São Paulo

  • Getty Images

Quem tem filho na escola sabe que, quando começa um novo ano, chega também a hora de comprar o material escolar. São cadernos, livros, lápis de cor, mochila e tantos outros itens que pesam no bolso no final do mês. 

Não dá para fugir da tarefa de comprar o material, mas especialistas afirmam que com um pouco de organização, pesquisas e conversas com outros pais é possível economizar. Confira as dicas do que fazer:

1) Veja o que dá para reaproveitar

Um conjunto de lápis de cor do ano passado, um caderno que não foi todo preenchido e a mochila que está em bom estado podem ser reutilizados no novo ano escolar. "Antes de comprar o material, é preciso verificar o que já tem e o que pode ser reutilizado. Dicionário, tesoura, régua e até alguns materiais didáticos podem ser aproveitados", diz Fátima Lemos, assessora técnica da Fundação Procon-SP. Para ela, é importante orientar a criança a cuidar do material. "É uma questão de sustentabilidade também, não só de custo."

2) Pesquise os preços

Não deixe de fazer pesquisas de preços em papelarias, bazares, lojas de departamentos e pela internet. Levantamento do Procon-SP na cidade de São Paulo mostrou que os preços de material escolar chegam a variar 260% para um mesmo produto. "Recomendo que os pais pesquisem, pois a variação de preço costuma ser grande. Um produto caro em um lugar pode estar barato em outro", diz o advogado do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) Igor Marchetti.

3) Converse com os filhos antes das compras

Os pais precisam conversar com os filhos antes das compras para explicar a situação financeira da família e quanto poderão gastar com o material escolar. "É importante que a família tenha o hábito de discutir quais os limites financeiros. A prática mais saudável é conversar antes, planejar com a criança e mostrar o que eles vão comprar", diz Fátima Lemos.

4) Não compre além da lista

As listas de materiais escolares costumam ser grandes. A dica é ter em mãos uma relação dos produtos de que realmente precisa para não comprar itens a mais ou adquirir algo que já tinha em casa. 

5) Faça compras coletivas

É possível fazer uma compra coletiva com outros pais em loja que vendem por atacado, por exemplo. "Alguns estabelecimentos oferecem descontos para produtos comprados em grandes quantidades", diz a advogada da Proteste Livia Coelho. Na compra de livros, os pais podem tentar negociar diretamente com as editoras. "Dá para perguntar quanto ficariam os livros se comprasse 20 ou 30 unidades", afirma Marchetti.

Além disso, quem vai comprar o material na loja física pode tentar uma negociação e pedir descontos, principalmente se o pagamento for à vista. 

6) Cuidado com as marcas

Segundo Marchetti, em geral, materiais com personagens, logotipos e acessórios licenciados apresentam preços mais elevados. Se os pais precisam economizar, devem explicar para a criança que será necessário comprar itens mais básicos.

7) Veja se outros pais querem trocar material

É possível conversar com pais que têm filhos em idade escolar diferente para saber se há algum livro didático que possa ser doado ou comprado por um preço mais em conta. "Hoje, algumas escolas estimulam a troca promovendo feiras, por exemplo. Mas, os próprios pais podem perguntar para vizinhos, em grupos de WhatsApp e em redes sociais se há alguém interessado na troca", diz Fátima Lemos.

8) Não deixe para a última hora

Quem deixa para fazer as compras na véspera da volta às aulas pode pagar mais pelo material ou ficar sem ele. "Pode acontecer de os estoques se esgotarem e o preço mudar em função do aumento da procura. É melhor evitar deixar para a última hora para não pagar mais e não correr o risco de ficar sem o material", diz Livia Coelho.

9) Compre por partes

Se não tiver dinheiro para comprar tudo de uma vez, os pais podem conversar com os responsáveis da escola para saber quais materiais serão utilizados no começo do ano e o que pode ficar para depois. "Normalmente, a escola já tem um planejamento e já sabe o que vai ser utilizado em cada semestre. Os pais não precisam comprar tudo de uma vez se não puderem", afirma Livia Coelho.

10) Lembre-se do que não pode estar na lista

Fátima Lemos afirma que a escola não pode solicitar a compra de materiais de uso coletivo, como detergente e papel higiênico, por exemplo. Também não pode cobrar taxas para despesas com água, luz e telefone.

Ela afirma ainda que a escola não pode exigir a compra de produtos de uma marca específica ou determinar a loja onde o material deve ser comprado. "Salvo se foi a escola que produziu o material e se o item não está disponível no comércio."

De acordo com Marchetti, se houver cobrança indevida, os pais devem questionar a escola. Se não houver solução para a questão, a orientação é procurar um órgão de defesa do consumidor. 

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