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Investimentos

01/10/2009 07h00

Conheça os investimentos que não cobram Imposto de Renda

Anne Dias
Em meio à polêmica decisão do governo de passar a cobrar Imposto de Renda (IR) sobre a caderneta de poupança, o investidor tem à sua disposição outros investimentos sobre os quais não incide IR.

São eles: fundos imobiliários, letras hipotecárias, letras de crédito imobiliário, certificados de recebíveis imobiliários e até ações (para o limite de R$ 20 mil em ações vendidas por mês).

Consultores financeiros dizem que esses títulos são boas alternativas à caderneta. "Mas nem sempre os investidores trocam a caderneta por outra aplicação", afirma Lillian Gallgaher, sócia da consultoria Investotal.

Primeiro porque é muito fácil aplicar em poupança, já que não há burocracia envolvida no processo de abertura da conta. Segundo porque ela não exige um valor mínimo de aplicação. E terceiro porque ela já faz parte do histórico de investimento do brasileiro.

"Para investidores conservadores, o melhor ainda é a poupança ", diz a consultora Márcia Dessen, sócia da BMI.

Quem tem mais de R$ 50 mil, a caderneta poderá não ser uma boa alternativa. O governo enviou para o Congresso Nacional um projeto de lei sobre a cobrança de IR na poupança. Se aprovada, a taxa será de 22,5% sobre a rentabilidade para valores acima de R$ 50 mil.

Para os que gostam de arriscar, mas não querem pagar IR, há uma opção via Bolsa de Valores.

Segundo Dessen, basta limitar as vendas de um mês a R$ 20 mil. "Basta ficar atento às negociações. O que passar deste valor vai pagar 15% sobre o ganho, excluindo custos da transação", afirma a consultora.

Imóveis
Quem quiser ficar isento do IR, mas não quer investir em Bolsa, pode aplicar em alguns títulos ligados ao setor imobiliário.

Os fundos imobiliários, por exemplo, são lastreados em imóveis, e a rentabilidade vem dos aluguéis.

Mas atenção: só estão isentos os títulos cujas cotas são negociadas na Bolsa, que tenham pelo menos 50 cotistas e nenhum dos cotistas tenha mais do que 10% do fundo.

"Essa regra incentiva a pulverização do fundo", afirma Sérgio Belleza Filho, consultor de investimentos e especialista em fundos imobiliários.

Outro exemplo são as letras hipotecárias, que são atreladas à TR ou vinculadas a um percentual do CDI. As letras de crédito imobiliário (LCI) são emitidas pelos bancos. Normalmente, o investimento inicial neste título é alto, podendo começar em R$ 50 mil.

Os certificados de recebíveis imobiliários (CRI) são vendidos em bancos e lançados por construtoras ou incorporadoras e também não sofrem cobrança de Imposto de Renda.

"Em geral, os títulos ligados a imóveis têm mais liquidez do que um imóvel de tijolo e cimento", diz o consultor financeiro Silvio Paixão.

Assim como qualquer outro investimento, os títulos atrelados a imóveis também têm riscos.

"Eles estão livres de IR, mas um fundo está atrelado a um empreendimento. Um inquilino que atrasa o aluguel reduz o rendimento do investidor", afirma o planejador financeiro Fabiano Calil.

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