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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Como investir para se proteger da inflação?

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Gabriela Mosmann

Gabriela Mosmann

É mestre em finanças e analista de investimentos CNPI na casa de análises @SunoResearch

11/10/2021 04h00

A inflação é algo que assusta os brasileiros há bastante tempo. Não apenas no aumento das contas do mercado, aluguel e outras despesas rotineiras, mas também pelo bombardeamento de notícias sobre o assunto que fazem surgir novas aflições. Por exemplo, como proteger os meus investimentos?

Afinal, não basta apenas vermos as contas crescendo e nossos salários diminuindo, é preciso nos preocupar com nossos investimentos. Para a maioria da população, os impactos cotidianos da inflação são ignorados, muito por não se preocuparem com a manutenção do seu poder de compra, mas também por não compreenderem seus reais efeitos.

Leia abaixo o artigo completo.

Verdade seja dita, os impactos da inflação na vida de cada um são diferentes. Afinal, cada um de nós possui hábitos, gostos e rotinas diferentes, o que acarreta em despesas distintas. Dessa forma, mesmo que o indicador oficial da inflação (IPCA) diga algo, que pode até ser uma referência, a inflação na nossa vida individual pode variar bastante.

Ter uma noção sobre quais são nossos gastos e a inflação sobre eles é essencial para proteger nosso dinheiro. Ou seja, é preciso investir em nossas economias de forma a manter elas corrigidas pela inflação da nossa vida, assim mantendo o nosso poder de compra.

Existem muitos investimentos atrelados à inflação, principalmente os de renda fixa. Infelizmente, esses ativos vão corrigir apenas pela variação oficial do IPCA, o que pode diferir da sua inflação de vida real.

Claro, essas opções são excelentes, mas apenas quando consideradas como uma parte de uma carteira diversificada. A renda fixa é apenas uma parcela dessa proteção; onde você realmente vai conseguir se proteger é através da renda variável.

Pense comigo. Você vai semanalmente ao mercado e vê vários produtos do seu cotidiano aumentando de preços, entre eles estão alimentos e bebidas. O aumento no preço que você paga é consequência de ajustes feitos pelas empresas que comercializam esses produtos, gerados pelo aumento de custos delas.

Dessa forma, gosto de citar os investimentos em boas empresas como a melhor forma de proteção contra a inflação. Boas empresas e aquelas que você consome no dia a dia.

Essas boas empresas vão ter a capacidade de corrigir seus custos e receitas de forma a deixar seu lucro superior ao da inflação, o que no final das contas é atribuído ao acionista como uma valorização na ação ou no aumento dos dividendos.

As empresas estão na vida real, na economia real. Elas não vão corrigir diretamente valores vinculados ao IPCA, mas vão fazer isso seguindo a inflação dos setores/segmentos nos quais estão inseridas, as quais vão estar muito mais ligadas à sua realidade do que um índice geral da população média brasileira (IPCA).

Uma carteira de investimentos bem diversificada, com boas empresas e excelentes ativos de renda fixa e/ou fundos de investimentos, é a verdadeira solução para espantar a assombração da inflação.

Ações de empresas de que você gosta e que tenham capacidade de crescimento dos lucros em conjunto com alguns fundos e ativos de renda fixa de alta qualidade trazem uma diversificação poderosa que permite a proteção nos piores cenários inflacionários.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL