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Orçamento é a linha que costura o bolso

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Claudio Felisoni

Claudio Felisoni

Professor Titular da FEA/USP, presidente do Conselho do Labfin.Provar, da FIA, e presidente do Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo e do Mercado de Consumo)

20/11/2020 04h00

Em artigo passado foi dito que o dinheiro escapa muitas vezes de forma, pode-se dizer, imperceptível: como a água que escorre por pequenas frestas. Se o processo de perda é em grande parte quase invisível, a falta do dinheiro, ao contrário, é dolorosamente escancarada no fim do mês. Como jocosamente se diz: os meses parecem que estão se alongando.

O controle dessa situação não é absolutamente trivial. Porém, pode-se sim trabalhar para identificar as tais frestas. Talvez uma boa comparação para direcionar o esforço nesse processo é o trabalho do cientista. Algo bem apropriado a esses tempos de pandemia.

O cientista, antes de mais nada, procura identificar a razão da doença. Por exemplo, identifica o vírus da covid-19. Depois disso estabelece um protocolo para o tratamento da referida doença. Feito isso segue o procedimento estabelecido com disciplina.

Está aí o caminho que se deve seguir. É preciso antes de tudo identificar as frestas por onde o dinheiro está escapando. Do que adianta impermeabilizar uma laje sem atenção aos pontos vulneráveis? Nessas áreas, talvez seja necessário raspar a superfície antes de aplicar o material isolante. Enfim, essas partes merecem atenção especial.