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Uma primeira conversa sobre risco em finanças

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Carlos Eduardo Furlanetti

Carlos Eduardo Furlanetti

É diretor-executivo do Laboratório de Finanças da FIA Business School e professor dos cursos de Finanças da FIA Online.

27/11/2020 04h00

Em finanças, a área do conhecimento ligada ao gerenciamento do dinheiro, o termo risco, com suas múltiplas facetas, ocupa um espaço central e está geralmente associado à probabilidade da ocorrência de determinado retorno sobre um investimento que seja diferente do esperado.

Sem entrarmos em grandes discussões filosóficas e citações acadêmicas, há uma linha de pensadores sobre finanças que defende que o risco não estaria associado apenas aos maus resultados, mas também aos bons, ou seja, inclusive àqueles que superam o retorno esperado. Chamemos, por questões didáticas, essa visão de abrangente. Há outros, entretanto, que defendem que o risco deveria estar associado à probabilidade de ocorrência apenas de maus resultados.

Ocorre que modelos clássicos que se popularizaram no mercado financeiro, como o CAPM (Capital Asset Princing Model), por sua simplicidade de aplicação, estão intrinsicamente ligados à definição mais abrangente do conceito de risco e, portanto, adotam medidas de dispersão bilaterais (para mais e para menos) sobre retornos esperados, especialmente o conceito de desvio-padrão. Portanto, quanto mais dispersos são os resultados reais em relação ao que se espera, mais arriscada é a operação ou o ativo.

Em meio a tantas possibilidades para conversamos sobre risco de um ativo hoje, escolhi apresentá-lo sob duas perspectivas:

a) em uma base isolada ou individual;

b) quando alocamos um ativo como parte de uma carteira de investimentos.

Vamos lá.