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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Vivo, Assaí e Apple: 3 ações para ficar de olho hoje

Assaí: A expansão seguiu forte, apesar das restrições às atividades de bares, restaurantes e demais estabelecimentos - Divulgação
Assaí: A expansão seguiu forte, apesar das restrições às atividades de bares, restaurantes e demais estabelecimentos Imagem: Divulgação
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Felipe Bevilacqua

28/07/2021 08h43

No Investigando o Mercado de hoje, vamos conversar sobre resultados divulgados ontem (27), após o fechamento do mercado, por Vivo (VIVT3), Assaí (ASAI3) e Apple (AAPL34).

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Confira a seguir a análise de Felipe Bevilacqua, analista e sócio-fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento. Todos os dias, Bevilacqua traz notícias e análises de empresas de capital aberto para você tomar as melhores decisões de investimentos. Este conteúdo é exclusivo para os leitores de UOL Economia+. Conheça os recursos do serviço de orientação financeira UOL Economia+, para quem quer investir melhor.

Vivo cresce em fibra ótica

De forma geral, o resultado da Telefônica Brasil, mais conhecida pela marca Vivo, veio em linha com o esperado. As ações da companhia (VIVT3) devem ter impacto positivo no curto prazo, porém, graças ao crescimento na rede de fibra ótica - expansão em mais 1 milhão de casas passadas, atingindo 17,3 milhões de residências, com aumento de 43% nos clientes de FTTH.

A companhia apresentou crescimento de 5,6% nas receitas móveis em relação ao segundo trimestre do ano passado, atingindo R$ 7,0 bilhões. O número foi positivamente impactado pelo crescimento 47,3% na receita de venda de aparelhos no mesmo período, atingindo R$ 600 milhões. As receitas de serviço móvel cresceram 3,1%, atingindo R$ 6,4 bilhões.

A receita fixa da companhia apresentou queda de 1,1%, resultando em R$ 3,7 bilhões. A queda foi atribuída ao desligamento de tecnologias mais antigas, um movimento estratégico para focar esforços em clientes com fibra ótica e IPTV. Com isso, a receita líquida total da companhia subiu 3,2%, atingindo R$ 10,6 bilhões.

Como dissemos ontem, na análise dos resultados da TIM (TIMS3), as ações da Vivo (VIVT3) devem beneficiar de três catalisadores para o setor como um todo: (i) a conclusão da venda dos ativos da Oi móvel, (ii) o leilão de 5G previsto para este semestre e (iii) o crescimento da infraestrutura de fibra.

Assaí, único atacarejo puro no Brasil

Os números do Assaí (ASAI3), único competidor puro de atacarejo (cash and carry) no Brasil, vieram sólidos e a companhia foi capaz de crescer dois dígitos nas principais linhas do resultado, com melhoria de margens.

Os principais destaques foram:

i) Crescimento de receita líquida de 22% na comparação anual, com forte crescimento orgânico (13,2%), ou seja, abertura de lojas, e a volta do indicador Vendas em Mesmas Lojas próximo dos 10% (9,2% na comparação anual).

ii) Ebitda recorrente de R$ 753 milhões, um crescimento de 33%, com margem de 7,5% por cento, um dos maiores da história da companhia.

iii) Lucro líquido recorrente em nível recorde (R$ 264 milhões), com margem de 2,6%.

A companhia foi beneficiada com a exclusão do ICMS na base de cálculo do PIS/Cofins, com decisão favorável tendo um impacto não recorrente de R$ 40 milhões positivos no resultado final. A expansão do Assaí seguiu forte, apesar das restrições às atividades de bares, restaurantes e demais estabelecimentos de grande consumo, que constituem um segmento importante de clientes da companhia. Esperamos impacto positivo nas ações ASAI3 no curto prazo.

Apple poderá ter mais pressão internacional

Os números da Apple (AAPL e a BDR AAPL34) vieram acima do esperado, com grande crescimento e melhoria nas margens. Os comentários dos executivos, porém, podem esfriar o otimismo dos investidores. Seguem no radar o aumento da pressão das autoridades antitruste mundiais e uma possível elevação no imposto pago por grandes multinacionais.

A receita líquida no trimestre foi de US$ 81,43 bilhões, crescimento de 36% em relação ao mesmo período de 2020, porém abaixo dos US$ 89,58 bilhões do trimestre anterior. Destaque para as vendas de iPhone (alta de 50%), que representaram quase metade das vendas totais, e para a Grande China, região que mais cresceu no período (58%) e já representa 18% das vendas totais da companhia.

A margem bruta expandiu de 38% para 43,3%; a margem operacional subiu quase 8%, chegando a 29,6%; e a margem líquida cresceu de 18,9% para 26,7%. O lucro por ação foi de US$ 1,3 dólares, o dobro dos U$ 0,65 no mesmo trimestre de 2020, e acima do consenso de US$ 1,01. A geração de caixa operacional foi de US$ 21 bilhões.

A companhia ainda anunciou dividendos de US$ 0,22 por ação a serem pagos em 12 de agosto.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL