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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Banco Inter compra fintech de olho nos EUA: o que você precisa saber

Banco Inter planeja iniciar atividades financeiras nos EUA, tanto para americanos quanto brasileiros - Reprodução/Instagram/@bancointer
Banco Inter planeja iniciar atividades financeiras nos EUA, tanto para americanos quanto brasileiros Imagem: Reprodução/Instagram/@bancointer
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Felipe Bevilacqua

30/08/2021 09h16

Hoje vamos conversar sobre a entrada do Banco Inter (BIDI11) nos EUA e sobre os planos de expansão da Minerva (BEEF3) para o mercado de ovinos.

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Confira a seguir a análise de Felipe Bevilacqua, analista e sócio-fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento. Todos os dias, Bevilacqua traz notícias e análises de empresas de capital aberto para você tomar as melhores decisões de investimentos. Este conteúdo é exclusivo para os assinantes do UOL.

Banco Inter compra fintech nos Estados Unidos

Na sexta-feira (27), o Banco Inter anunciou a aquisição da norte-americana USEND. Sediada em Manhattan Beach, nos arredores de Los Angeles, a empresa atua há 16 anos no mercado de câmbio e serviços financeiros e possui licenças para operar como Money Transmitter em mais de 40 estados norte-americanos, podendo oferecer serviços como certeira digital, cartão de débito, pagamento de contas, entre outros. Sua base de mais de 150 mil clientes também possui acesso à compra de vale presentes e recarga de celulares.

Assim que a aquisição for concretizada, o Inter planeja iniciar atividades financeiras nos EUA, ampliando a oferta de produtos financeiros e não financeiros tanto para residentes americanos, quanto para clientes brasileiros.

A aquisição é bastante positiva para o Banco Inter, que entra no mercado americano num momento em que possui 13 milhões de clientes, uma carteira de crédito de R$ 13,3 bilhões, patrimônio líquido de R$ 8,8 bilhões e R$ 30 bilhões em ativos. As ações do Inter (BIDI11) dispararam na sessão após a divulgação da aquisição, encerrando o pregão da sexta-feira (27) com alta de 7,06%, a R$ 71,86.

A concretização do fechamento da operação está sujeita à finalização dos respectivos instrumentos definitivos, e à verificação de determinadas condições precedentes, tais como a obtenção de aprovações regulatórias no Brasil e nos Estados Unidos. Os valores da transação não foram divulgados.

Minerva entra no mercado de ovinos

A Minerva Foods (BEEF3), maior exportadora de carne bovina da América Latina, anunciou a aquisição de duas unidades frigoríficas para a carne de cordeiro na Austrália (Sharke Lake e Great Eastern Abattoir), por meio de uma empresa de controle misto com a saudita Salic, constituída em fevereiro para fins de investimento.

O investimento total da joint venture nesse projeto será de US$ 35 milhões, com a Minerva aportando cerca de US$ 20 milhões para aquisição dos ativos, investimentos nas plantas de abate e processamento e capital de giro. A Minerva ficará com 65% de participação e a Salic (controladora da Minerva com 33,7% do capital social), com os 35% restantes.

A Austrália é a maior exportadora mundial de carne de ovinos/cordeiros, com rebanho aproximado de 67 milhões de cabeças. A Minerva já possui operação de trading de proteínas de cordeiro no país e a Salic já detém uma fazenda voltada para a segurança alimentar, garantindo o fornecimento de rebanho no processo de desenvolvimento e maturação dos ativos. Desse modo, a aquisição complementará a cadeia de produção de carne ovina na região.

Atualmente a JBS é a líder absoluta em proteína de cordeiro no país, com cerca de 6 milhões de cabeças abatidas por ano. A Minerva, com a maturação completa das plantas após investimentos, poderá chegar a 1 milhão de cabeças por ano em capacidade de abate, o que pode gerar receita em torno de R$ 1 bilhão.

O segmento de cordeiro parece ser bastante oportuno para a Minerva, que já vem mirando uma extensão de suas operações de exportação, inclusive com as atenções voltadas para a Austrália. A complementaridade das operações já detidas no país, juntamente com a Salic, faz sentido e a aquisição se torna estratégica com a diversificação geográfica e a ampliação de mercado endereçável.

Enxergamos o movimento como positivo, apesar dos resultados potenciais serem pequenos em comparação ao resultado total da Minerva, que gera cerca de R$ 24 bilhões em receita por ano

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL