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Hapvida cresce em MG com nova compra de hospital; vale investir?

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Felipe Bevilacqua

02/09/2021 09h04

Hoje vamos conversar sobre mais uma aquisição da Hapvida (HAPV3) e sobre avanços para a privatização da Eletrobras (ELET3).

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Confira a seguir a análise de Felipe Bevilacqua, analista e sócio-fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento. Todos os dias, Bevilacqua traz notícias e análises de empresas de capital aberto para você tomar as melhores decisões de investimentos. Este conteúdo é exclusivo para os assinantes do UOL.

Hapvida anuncia nova aquisição, em MG

Em meio à disputa com a SulAmérica pela compra da HB Saúde, de São José do Rio Preto, a Hapvida anunciou ontem (01) por meio de Fato Relevante a aquisição de pelo menos 94,34% das ações do Hospital Madrecor, em Uberlândia (MG), podendo chegar a 100%. O preço de aquisição, que inclui o imóvel, é de R$ 120 milhões para a totalidade das ações.

Fundado em 2005, o Hospital Madrecor oferece assistência médica completa, com pronto-socorro adulto e pediátrico, laboratório de análises clínicas, serviço de diagnóstico por imagem, atendimento ambulatorial para 41 especialidades, centro cirúrgico e unidade de oncologia. Conta com 115 leitos, incluindo 20 de UTI, em 8,2 mil metros quadrados de área construída.

A aquisição é positiva para a Hapvida (HAPV3). Mais um passo na estratégia de crescimento e ganho de mercado no triângulo mineiro, que tem população de 1,7 milhão de habitantes e cerca de 630 mil beneficiários de planos de saúde privados. Uberlândia fica a 100 quilômetros de Uberaba, onde a Hapvida adquiriu operações recentemente e já possui cerca de 70 mil beneficiários em planos de saúde.

O setor de saúde vive uma onda de consolidação. O primeiro semestre foi marcado por cerca de 50 acordos de fusões e aquisições. A maior delas foi a fusão entre a Hapvida e o Grupo Notre Dame Intermédica, no valor de R$ 53,5 bilhões.

Eletrobras faz aporte bilionário e nova tarifa energética

A Eletrobras comunicou na última terça-feira (31) que renovará os contratos de 22 usinas hidrelétricas mediante o pagamento de R$ 23,2 bilhões de outorga à União. Essas usinas sairão do atual regime de cotas, que só remunera a operação e manutenção, para o de produção independente de energia.

Segundo o comunicado, foram definidos R$ 62,5 bilhões de valor adicionado pelos novos contratos de concessão de geração de energia para 22 hidrelétricas da companhia. Essa era uma condição necessária para a capitalização da empresa, prevista para início de 2022.

Ainda na terça-feira, o governo anunciou a criação de nova bandeira tarifária excepcional, denominada bandeira de escassez hídrica, para cobrir o rombo de R$ 13,8 bilhões causado, principalmente, pelo custo mais elevado de geração nas usinas termelétricas, que deverão ser acionadas até o final do ano.

A deterioração do cenário hidrológico aumenta o risco de racionamento e de novas elevações da tarifa, que vem apresentando altas subsequentes. Para abrandar a alta na conta de luz da população, a Eletrobras deve antecipar um aporte de R$ 5 bilhões à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) em 2022.

O governo ainda anunciou um programa de racionalização para consumidores convencionais que incentiva a redução voluntária do consumo de energia. O incentivo se dará por meio de descontos nas faturas de quem aderir ao programa.

Com essas medidas, o governo tenta evitar o pior cenário possível, um apagão como ocorreu em 2001, que afetaria o crescimento do PIB e derrubaria a popularidade do atual presidente às vésperas das eleições.

Quanto ao processo de privatização da Eletrobras, o mercado vê um avanço na fixação do valor da taxa para novos contratos de concessão (R$ 23,2 bilhões) abaixo do previamente estimado, de R$ 25,5 bilhões.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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